Governo de MS exonera assessor investigado por suspeita de cobrança de propina em obra de hospital

| Créditos: Divulgação/MPMS


O Governo de Mato Grosso do Sul exonerou, nesta quinta-feira (15), Sérgio Roberto Castilho Vieira, conhecido como Serginho, do cargo de assessor especial III da Casa Civil. Ele recebia salário de R$ 24,6 mil e é um dos investigados na Operação Dirty Pix, que apura suspeitas de desvios de R$ 18 milhões no Hospital Dona Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia.

A investigação do Ministério Público Estadual aponta que Serginho teria utilizado expressões como “tô com sede” e “não bebo água faz tempo” em conversas relacionadas à suposta cobrança de propina. O ex-assessor teria participado de um acerto de R$ 290 mil, sendo R$ 210 mil vinculados a um projeto arquitetônico considerado fictício e outros R$ 80 mil.

Segundo os investigadores, também há suspeitas de pagamentos em dinheiro vivo nos meses de novembro e dezembro de 2024. O caso envolve o presidente do hospital, Jacob Breure, e outros investigados.

Sérgio Roberto Castilho Vieira teve R$ 290 mil bloqueados por determinação judicial, além de ter os sigilos bancário e fiscal quebrados. Ele está entre os 25 alvos da operação.

A exoneração foi assinada pelo secretário estadual de Governo, Rodrigo Perez, e publicada no Diário Oficial do Estado. O episódio ocorre durante a gestão do governador Eduardo Riedel, que tem defendido tolerância zero contra a corrupção e o desvio de recursos públicos.

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