Gestão hídrica da Bacia do Rio Paraguai aguarda execução oito anos após aprovação

Rio Paraguai com bancos de areia na baixa. | Créditos: Foto: Toninho Ruiz/Arquivo


O Plano de Recursos Hídricos (PRH) da Bacia do Paraguai, aprovado oficialmente em 2018, ainda não foi efetivamente tirado do papel. O documento, elaborado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), estabelece diretrizes para o uso sustentável da água na região até 2031, mas enfrenta obstáculos administrativos e financeiros para sair da fase de planejamento.

Entraves e Estratégias A implementação das 70 ações previstas no plano foi dificultada por mudanças na estrutura governamental, incluindo a extinção de grupos de acompanhamento e períodos de inatividade do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH). Para tentar viabilizar o projeto, a ANA busca agora parcerias internacionais. Estão em curso articulações com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e iniciativas trinacionais envolvendo Brasil, Paraguai e Bolívia.

Importância para o Pantanal Especialistas alertam que o plano é a principal ferramenta federal para proteger o ecossistema local, integrando a gestão entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Como cerca de 75% das águas que alimentam o Pantanal nascem em áreas de planalto, a ausência de uma fiscalização coordenada pode agravar problemas como:

Ocupação desordenada e desmatamento;

Impactos de cerca de 130 projetos de hidrelétricas nas cabeceiras;

Riscos à dinâmica natural de cheias e secas (pulso de inundação).

Embora novos grupos de trabalho tenham sido formados entre 2023 e 2025 para atualizar as metas, a aplicação prática das medidas depende da liberação de verbas e da cooperação efetiva entre as diferentes esferas de governo.

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