Gaeco: Grupo que atuava de dentro de presídios e tinha conexão com PCC

| Créditos: Foto: Divulgação/Gaeco


O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou a "Operação Blindagem" para desmantelar uma organização criminosa especializada em uma série de delitos, incluindo tráfico interestadual de entorpecentes, comércio ilegal de armas de fogo, corrupção, usura e lavagem de capitais.

As investigações, conduzidas ao longo de 25 meses, revelaram que a estrutura da organização era comandada de dentro de estabelecimentos penais e possuía uma ampla rede de colaboradores em diversas cidades de Mato Grosso do Sul (como Campo Grande, Aquidauana e Bonito, onde mandados foram cumpridos), além de ramificações nos estados de São Paulo e Santa Catarina.

O grupo enviava drogas para múltiplos estados do Brasil e utilizava métodos complexos de transporte, como o uso de caminhões com compartimentos ocultos para esconder entorpecentes sob cargas lícitas acompanhadas de nota fiscal, além de remessas via Sedex e veículos de passeio.

Foi identificada a ligação direta da facção com o Primeiro Comando da Capital (PCC), que oferecia suporte logístico e coercitivo. A organização também se dedicava à usura e à extorsão de devedores, utilizando violência, armas de fogo e restrição de liberdade para garantir o pagamento das dívidas originadas pelo tráfico de drogas.

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