Foragida, Zambelli reaparece em conta alternativa, ataca STF e chama tarifas de ‘Taxa Moraes’
- porR7
- 16 de Julho / 2025
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A deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) usou uma conta alternativa nas redes sociais para publicar um novo vídeo com críticas ao STF (Supremo Tribunal Federal). “Olá, pessoal, aqui é Carla Zambelli. Muita coisa tem acontecido no Brasil, não é?”, diz ela no vídeo.
Durante a gravação, Zambelli chama as tarifas anunciadas pelo governo americano — de 50% sobre todos os produtos brasileiros importados — de “Taxa Moraes”, em referência ao ministro do STF, Alexandre de Moraes. “Faz muitos anos que o Moraes está brincando de ditador”, afirma.
O perfil foi criado em maio de 2025 e tem cerca de 4.600 seguidores. A primeira publicação ocorreu no dia 13 de junho, aproximadamente dez dias após o STF determinar a exclusão dos perfis oficiais de Zambelli.
Nas postagens, a deputada afirma estar “exilada na Itália”, mas, formalmente, ela é considerada foragida. Zambelli é alvo de um mandado de prisão por ter sido condenada a 10 anos de reclusão por envolvimento na invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), com apoio do hacker Walter Delgatti Neto.
Carla Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão pelo envolvimento na invasão do sistema do CNJBruno Spada/Câmara dos Deputados - 11/06/2024
Ela saiu do Brasil semanas depois da decisão do STF, tomada em maio deste ano. A deputada pediu licença médica para tratamento nos Estados Unidos, de onde participou de uma live anunciando que não voltaria ao Brasil. Depois, foi para a Itália.
Após a deputada ter chegado ao país europeu, o ministro Alexandre de Moraes determinou que o governo brasileiro pedisse a extradição de Zambelli. O Executivo já formalizou a solicitação, mas a parlamentar ainda não foi localizada pelas autoridades italianas.
Ao justificar a escolha pela Itália, a deputada disse acreditar ser “intocável” no país, visto que tem cidadania italiana.
Desde 5 de junho, o nome da parlamentar consta na lista vermelha da Interpol. O sistema funciona como um banco de dados internacional para auxiliar países na localização de foragidos, mas não tem força de mandado de prisão.






