Flávio Bolsonaro defende manutenção do Bolsa Família e da isenção de IR até R$ 5.000
- porInfoMoney
- 15 de Junho / 2026
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Relação de Flávio Bolsonaro com Vorcaro tem incomodado aliados | Créditos: Mateus Bonomi/Reuters
O pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), defendeu, caso seja eleito em outubro, a continuidade do Bolsa Família e a manutenção da isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com rendimento de até R$ 5.000, ambas políticas criadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As declarações ocorreram durante o fórum Rumos do Brasil, promovido pela revista Veja, em São Paulo., que aconteceu nesta segunda-feira (15).
Durante o evento, Flávio comentou sobre uma proposta para ampliar o período em que beneficiários do Bolsa Família possam receber o auxílio mesmo depois de terem conseguido um emprego formal ou outra fonte de renda.
“Muita gente tem um preconceito com relação a quem está no Bolsa Família, como se não quisessem trabalhar. É um erro. Quase 70% das pessoas que recebem o benefício trabalham informalmente, e não vão para a informalidade porque têm medo de perder o benefício”, defendeu o senador. “Temos que entender que o Bolsa Família é a estabilidade para quem já passou fome”, destacou.
De acordo com Flávio, uma solução para a insegurança em relação ao risco de perder a nova fonte de renda e não contar mais com o Bolsa Família seria a criação de um novo programa, que possa “garantir que as pessoas permaneçam ganhando o Bolsa Família em caso de passarem para um emprego ou abrirem sua empresa por um período mais longo”.
Pela regra atual, quando um beneficiário tem a carteira assinada, ele passa a receber, por dois anos, 50% dos valores que recebia, desde que a renda per capita da família não ultrapasse meio salário mínimo. Depois disso, é excluído do programa.
O senador também defendeu a continuidade da isenção do Imposto de Renda para quem ganha salários de até R$ 5 mil, medida aprovada e implementada pelo governo Lula neste ano. Sobre a medida, Flávio afirmou ser favorável e que a ideia também foi uma promessa de campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas com a compensação para “abrir mão da receita e ter onde tirar, sem precisar aumentar ou criar impostos”.
Apesar do apontamento, Flávio não especificou qual seria a fonte de compensação para a renúncia fiscal do grupo contemplado pela medida de isenção.






