FIM DA GREVE! Transporte coletivo em Campo Grande será normalizado após quatro dias de paralisação

| Créditos: Divulgação/PMCG


A retomada do serviço ocorre nesta quinta-feira (18), após confirmação de repasse financeiro do Governo Estadual para o pagamento de salários atrasados.

A greve dos trabalhadores do transporte coletivo de Campo Grande chegou ao fim nesta quinta-feira (18). O anúncio foi feito pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Urbano (STTU-CG), Demétrio Freitas, após uma reunião na Câmara Municipal que garantiu o aporte de recursos necessários para quitar as pendências salariais da categoria.

O impasse foi resolvido com o compromisso do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul em antecipar repasses financeiros à prefeitura da Capital. Segundo a liderança sindical, o montante deve ser transferido ao Consórcio Guaicurus e distribuído nas contas dos funcionários ainda no período da tarde. Com a garantia do pagamento, o sindicato considerou desnecessária a realização de uma nova assembleia, autorizando o retorno imediato ao trabalho.

Impacto e Retorno Gradual Embora a greve tenha sido oficialmente encerrada, o sindicato ressaltou que a logística para colocar toda a frota nas ruas demanda tempo, mas a expectativa é que a maioria dos veículos já esteja operando normalmente até o fim do dia. A paralisação, que durou quatro dias, afetou cerca de 100 mil usuários diariamente e atingiu aproximadamente 1,1 mil profissionais, incluindo motoristas e equipes de manutenção e administração.

Mediação Política e Multas A saída para a crise contou com a intermediação de vereadores da Câmara Municipal, que buscaram o diálogo com o Poder Executivo Estadual para agilizar o envio de verbas. Agora, o Legislativo municipal deve se reunir com o Ministério Público do Trabalho (MPT) para informar sobre o acordo e solicitar o cancelamento das multas aplicadas ao sindicato durante o período de greve.

Contexto da Crise A interrupção do serviço foi motivada pelo atraso no pagamento do salário de dezembro e incertezas quanto à segunda parcela do 13º salário e adiantamentos previstos para o dia 20. O Consórcio Guaicurus vinha alegando dificuldades financeiras para honrar a folha de pagamento e os custos operacionais. Apesar da retomada, o sindicato manifestou preocupação com a sustentabilidade do sistema nos próximos meses, temendo que novos atrasos ocorram no início de janeiro.

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