Faturamento das exportações de carne bovina em MS cresce 42,6% nos primeiros sete meses do ano

| Créditos: Divulgação/PMCG


O comércio exterior da carne bovina sul-mato-grossense apresentou expressivo avanço no acumulado de janeiro a julho deste ano. A movimentação financeira gerada pelas vendas da proteína ao mercado internacional alcançou a marca de US$ 1,33 bilhão, montante 42,6% superior aos US$ 932,8 milhões registrados no mesmo período do ano passado.

O crescimento também se refletiu no volume físico embarcado. O total comercializado passou de 175,8 mil toneladas nos sete primeiros meses do ano anterior para 211,8 mil toneladas no mesmo intervalo do ano corrente, representando um aumento de 20,4% na quantidade exported. O saldo demonstra uma valorização no preço médio obtido por tonelada enviada ao exterior.

Desempenho por categoria de produto

A carne bovina desossada e congelada permaneceu como o principal item da pauta exportadora do segmento, registrando a maior fatia das receitas. As vendas dessa categoria somaram US$ 1,04 bilhão entre janeiro e julho, o que representa um salto de 55% frente aos US$ 671,9 milhões apurados no intervalo comparável do período anterior. O volume expedido dessa variedade subiu 28,3%, alcançando 169,4 mil toneladas.

Já as carnes desossadas frescas ou refrigeradas atingiram US$ 281,5 milhões em receita, alta de 12,3% ante os US$ 250,6 milhões computados anteriormente, apesar de uma leve retração no volume, que passou de 42,2 mil para 41,4 mil toneladas. Em contrapartida, as carnes salgadas, secas, defumadas ou em salmoura registraram queda nos resultados, recuando de US$ 10,3 milhões (1,65 mil toneladas) para US$ 7,2 milhões (pouco mais de 1 mil tonelada).

Principais compradores internacionais

A China manteve a liderança isolada entre os países de destino do produto sul-mato-grossense. Somente na categoria de carne congelada, as aquisições chinesas movimentaram US$ 586 milhões de janeiro a julho, contra US$ 318,5 milhões no mesmo período do ciclo anterior — um crescimento de 84%.

Os Estados Unidos consolidaram-se como o segundo maior comprador, registrando US$ 243,3 milhões na soma das categorias de produtos bovinos exportados pelo estado. O número equivale a uma alta aproximada de 42% em relação aos US$ 171,3 milhões apurados nos primeiros sete meses do ano antecedente.

Dinâmica do agronegócio e mercado de trabalho

A valorização do preço médio por tonelada — que subiu 19,7% na primeira metade do ano — permitiu que a carne bovina expandisse sua representatividade nas exportações estaduais. No acumulado do primeiro semestre, o setor respondeu por 20,6% do valor global gerado pelo agronegócio de Mato Grosso do Sul, aproximando-se da celulose (25,3%), que enfrentou retração nos preços internacionais no período. A soja seguiu na liderança do agronegócio local, com alta de 30,5% no faturamento.

No total, as vendas externas do agronegócio estadual somaram US$ 5,68 bilhões de janeiro a junho, valor 12,4% maior do que o apurado no primeiro semestre do ano anterior. A atividade pecuária também refletiu impactos positivos na geração de empregos formais no estado, somando 611 novos postos de trabalho gerados no semestre, dos quais 455 diretamente ligados à criação de bovinos.

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