Família investigada pela Gaeco cria “loteria” em MS inspirada em esquema já desmantelado

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Documentos apresentados à Justiça no âmbito da Operação Successione, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), indicaram que um integrante da família Razuk tinha participação societária em uma loteria que funcionava nas cidades de Corumbá e Ladário, no Pantanal sul-mato-grossense.

A investigação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) sugere que a empresa Galo de Ouro Promoção de Vendas Ltda., conhecida como Show de Prêmios Pantanal, seria uma "cópia" do 'Pantanal Cap', loteria anteriormente associada à família Name.

Marcelo Tadeu Cabral, que detinha a maior parte das cotas e foi preso durante a operação, administrava a empresa em sociedade com Rafael Godoy Razuk, filho do ex-deputado Roberto Razuk. Cabral foi apontado na apuração por manter empresas de apostas e promoções com venda de títulos, em um esquema semelhante ao utilizado por outros grupos para a lavagem de capitais ilícitos do jogo do bicho, conforme identificou o Gaeco.

O Show de Prêmios Pantanal era divulgado em redes sociais, com cartelas vendidas a R$ 10 e promessas de reverter parte da arrecadação para o Lions Clube de Ladário, embora não houvesse menção à parceria nas páginas oficiais da instituição.

O MPMS também detalhou que Marcelo Cabral teria financiado contas pessoais de Gilberto Luis dos Santos, apontado como gerente do grupo, que, segundo o Gaeco, atuava na cobrança de dívidas "utilizando-se de violência e grave ameaça contra os devedores". A defesa de Cabral, ao tentar reverter a prisão preventiva, alegou que o investigado é réu primário e empresário, destacando que o crime de jogo do bicho não envolveria violência direta.

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