Falta de água e informação agrava surto de chikungunya em aldeias indígenas de MS
- porRedação
- 02 de Maio / 2026
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A epidemia de chikungunya na Reserva Indígena de Dourados evidenciou problemas estruturais nas aldeias Jaguapiru e Bororó, onde a ausência de abastecimento regular de água e a falta de informação contribuem para o avanço da doença.
Sem acesso contínuo à água encanada, moradores recorrem ao armazenamento em recipientes improvisados, muitas vezes abertos, criando condições favoráveis para a proliferação do mosquito transmissor. A distribuição por caminhões-pipa ocorre de forma irregular, levando famílias a utilizarem água da chuva ou de qualidade inadequada.
Além disso, a escassez de orientação sobre prevenção e contágio dificulta o controle da doença nas comunidades. O acúmulo de lixo e a ausência de serviços básicos também agravam o cenário, transformando a região em um dos principais focos da epidemia no Estado.
Dados recentes apontam milhares de casos confirmados em Dourados, com registros de mortes, sendo a maioria entre indígenas. Embora haja redução de casos em algumas áreas das aldeias, o aumento na zona urbana indica a expansão da doença para além das comunidades.
Diante do avanço da chikungunya, equipes de saúde intensificaram ações de orientação e combate ao mosquito, com visitas domiciliares e eliminação de criadouros.






