Facção amplia esquema e usa postos de combustíveis para lucrar e lavar dinheiro, apontam autoridades

| Créditos: Foto: Reprodução


Uma investigação recente revelou uma nova frente de atuação financeira do Primeiro Comando da Capital (PCC). A facção criminosa, originalmente utilizando o setor para lavar dinheiro, descobriu que a atividade no ramo de combustíveis também era altamente lucrativa, transformando o processo de ocultação de capital em um negócio contínuo.

O esquema funcionava por meio de fundos de investimento com sede na Faria Lima, em São Paulo, que eram usados para controlar uma extensa rede de postos e distribuidoras nos estados do Piauí, Maranhão e Tocantins.

Segundo o Secretário de Segurança Pública do Piauí, Chico Lucas, o PCC passou a ver o setor como uma fonte de lucro ao praticar ilegalidades como sonegação de impostos, fraudes e concorrência desleal.

A Operação Carbono Oculto 86, que desvendou a articulação, resultou na interdição de pelo menos 49 estabelecimentos e na suspensão das atividades de 73 empresas. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 348,7 milhões em bens e contas bancárias dos envolvidos. Estima-se que os postos controlados pelo grupo tenham movimentado R$ 5 bilhões nos três estados.

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