Exportações e fatores sazonais sustentam expectativa de alta no preço do boi gordo em outubro

| Créditos: Reprodução/ Iagro


O mercado de boi gordo inicia o mês de outubro com projeção de valorização, impulsionado por fatores sazonais e pelo desempenho das exportações. Apesar da demanda doméstica ainda fraca, a entrada dos salários no começo do mês pode aquecer o consumo nas próximas semanas.

De acordo com a Scot Consultoria, embora setembro tenha registrado quedas pontuais, o cenário sinaliza recuperação no curto prazo, sustentado pelas vendas externas e por um ajuste na oferta de animais. As indústrias frigoríficas ainda operam com escalas de abate confortáveis, mas a disponibilidade pode diminuir com pecuaristas retendo animais à espera de preços melhores.

Exportações Atingem Volume Expressivo

As exportações de carne bovina permanecem como um pilar para o setor. Dados da Secex mostram que setembro registrou 294,7 mil toneladas embarcadas, um aumento de 23,6% em volume e 24,4% no faturamento médio por tonelada frente a setembro de 2024. A consultoria Agrifatto estima que os embarques podem superar 300 mil toneladas, configurando um novo recorde mensal.

Preços da Arroba nas Principais Praças

Os preços médios da arroba do boi gordo apresentam leve alta em algumas regiões:

São Paulo: R$ 303,27 (leve alta)

Goiás: R$ 288,75 (alta)

Minas Gerais: R$ 288,53 (alta)

Mato Grosso do Sul: R$ 318,66 (estável)

Mato Grosso: R$ 294,51 (estável)

No mercado paulista, o boi destinado à exportação (boi-China) é negociado a R$ 307/@, mantendo um ágio sobre o animal comum.

Perspectivas para as Próximas Semanas

Analistas projetam que a combinação de exportações firmes, a redução sazonal na oferta de fêmeas – devido à estação de monta no Brasil Central – e o aumento temporário do consumo interno deve sustentar a valorização da arroba nas próximas semanas.

No mercado futuro, o contrato para dezembro de 2025 na B3 fechou setembro a R$ 324,45/@, alta de 0,43%, refletindo otimismo entre os investidores. Apesar da estabilidade nos preços no atacado, há expectativa de reajustes positivos na primeira quinzena, embora a carne de frango continue como um concorrente competitivo.

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