Ex-dirigentes da Santa Casa alegam problemas de saúde para pedir saída da prisão
- porRedação
- 14 de Outubro / 2026
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| Créditos: Reprodução/ André de Abreu/ TopMidia
A ex-presidente da Santa Casa de Campo Grande, Alir Terra Lima, e o ex-diretor administrativo e financeiro Rinaldo Hakme Romano, réus em processo que apura o desvio de R$ 1,9 milhão da instituição, recorreram à Justiça alegando problemas de saúde para tentar deixar a prisão preventiva.
Romano conseguiu autorização para cumprir a prisão em casa, com uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento integral. A decisão foi tomada pelo juiz Waldir Peixoto Barbosa, da 5ª Vara Criminal de Campo Grande, por razões humanitárias.
A defesa do ex-diretor informou que ele teve câncer na tireoide e passou por cirurgia para retirada da glândula em 2023. Desde então, necessita de reposição hormonal contínua e acompanhamento médico especializado. Os advogados também apontaram possíveis divergências entre a prescrição médica e os medicamentos administrados no sistema prisional.
Já Alir Terra, de 71 anos, aguarda decisão sobre o pedido de revogação da prisão preventiva. Ela passou mal em duas ocasiões na unidade prisional e precisou de atendimento hospitalar. Em uma das ocorrências, foi encaminhada ao Hospital da Unimed; na outra, recebeu atendimento do Corpo de Bombeiros.
A defesa, representada pelo advogado Murilo Marques, alegou que a ex-presidente apresenta problemas de saúde, incluindo neoplasia mamária, pressão alta e crises de ansiedade. Também destacou a necessidade de acompanhamento médico contínuo e o uso diário de medicamentos.
O pedido ainda será analisado pelo juiz Waldir Peixoto Barbosa. Alir Terra está presa desde 11 de setembro de 2026, quando foi deflagrada a Operação Antidotum.
Investigação continua
O processo apura suspeitas de desvio de recursos da Santa Casa de Campo Grande. A investigação também envolve outros ex-dirigentes da instituição e um empresário, com acusações relacionadas a contratos de prestação de serviços.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul continua examinando documentos, celulares e outros materiais apreendidos durante a Operação Antidotum. As acusações serão analisadas no curso do processo judicial.






