Ex-diretora de Licitações de Bonito permanece presa; Defensoria assume a defesa

| Créditos: Foto: Divulgação/Gaeco


A ex-diretora do setor de Licitações da prefeitura de Bonito, Luciane Cinthia Pazette, continua presa após a Operação Águas Turvas. Ela ainda não constituiu defesa particular, e a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul (DPE-MS) assumiu sua assistência jurídica.

Na quarta-feira (8), Pazette passou por audiência de custódia em Corumbá. Por ter a prisão preventiva decretada, o juiz de garantias Idail De Toni Filho determinou sua transferência para uma unidade prisional.

O contexto da Operação Águas Turvas

A prisão de Luciane ocorreu no âmbito da Operação Águas Turvas, deflagrada em 7 de outubro de 2025 pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS).

A operação visa desarticular uma suposta organização criminosa acusada de fraudar licitações de obras e serviços de engenharia em Bonito, com um prejuízo estimado em R$ 4.397.966,86.

Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão em Bonito, Campo Grande, Terenos e Curitiba (PR), incluindo a Prefeitura Municipal de Bonito.

Além de Pazette, foram presos o secretário de Administração e Finanças de Bonito, Edilberto Cruz Gonçalves; o empreiteiro Genilton da Silva Moreira; e o empresário Carlos Henrique Sanches Corrêa. O corretor de imóveis Luis Fernando Xavier Duarte também foi detido, mas liberado após pagar fiança por porte de arma.

Ações e envolvimento no esquema

Segundo a investigação do Gecoc, o grupo atuava desde 2021, fraudando constantemente certames licitatórios. O esquema envolveria a simulação de concorrência e o uso de exigências que favoreceriam as empresas investigadas.

Servidores públicos, conforme a apuração, fariam parte da organização, repassando informações privilegiadas a empresários e auxiliando na organização das fraudes para garantir a vitória das empreiteiras em troca de vantagens indevidas.

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