Ex-coordenador da Apae é solto após quatro meses de prisão em operação contra desvios e R$ 8 milhões

Paulo Henrique Muleta Andrade | Créditos: Reprodução/Redes Sociais


Paulo Henrique Muleta Andrade, ex-coordenador da Associação de Pais e Amigos Excepcionais (Apae) e principal alvo da Operação Occulto, obteve habeas corpus e foi solto após quatro meses de prisão. A decisão judicial impôs o uso de tornozeleira eletrônica, além de proibições de contato com outros investigados e de deixar o país.

Andrade é acusado de utilizar uma empresa de fachada para simular a venda de produtos para a rede pública de saúde.

As investigações do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) apontam um desvio de mais de R$ 8 milhões de verbas públicas destinadas a pacientes ostomizados pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul. Os investigadores identificaram, ainda, a continuidade de práticas de lavagem de dinheiro e a ocultação do destino dos valores desviados.

O Ministério Público (MP) destacou a obstrução da justiça por parte de um dos investigados, que, mesmo sob medidas cautelares, teria tentado afastar cerca de R$ 500 mil do alcance da justiça, burlando uma ordem judicial de sequestro de bens.

As investigações, que tiveram início com a Operação Turn Off, citam as condutas de Lucas Andrade Coutinho, Sérgio Duarte Coutinho Júnior e Paulo Henrique Muleta Andrade. Mensagens interceptadas, datadas de 2019, indicam que Paulo Henrique receberia 4% de propina sobre as vendas efetuadas à Apae. Trocas de mensagens em 2021 e 2022 confirmam a reiteração das condutas ilícitas, conforme a denúncia.

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