EUA voltam a atacar alvos no Irã após novos lançamentos de mísseis

Fumaça sobe após ataque em local não identificado durante o que as Forças Armadas dos EUA descrevem como sua mais recente onda de ataques contra o Irã em 16 de julho de 2026 Comando Central dos EUA | Créditos: Divulgação via REUTERS


As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram uma nova ofensiva contra alvos ligados à Guarda Revolucionária Islâmica no Irã durante a madrugada desta quinta-feira (30). Segundo o comando militar americano, dezenas de instalações foram atingidas, entre elas estruturas de comando e locais relacionados à operação de drones.

A ação ocorreu após o Irã lançar mísseis balísticos contra posições militares dos Estados Unidos no Oriente Médio. De acordo com o Comando Central americano, os bombardeios tiveram como objetivo reduzir ameaças às tropas dos EUA, à navegação comercial e a países aliados na região. A mídia estatal iraniana informou que três pessoas morreram durante os ataques na ilha de Qeshm.

A tensão também aumentou na Jordânia. As autoridades locais afirmaram ter interceptado cinco mísseis disparados contra o território jordaniano. As bases americanas instaladas no país passaram a ser um dos principais alvos dos ataques iranianos nas últimas semanas.

No Iraque, forças dos Estados Unidos e da Arábia Saudita também participaram de operações contra grupos ligados ao Irã. A ação ocorreu após ataques com drones contra instalações petrolíferas sauditas lançados a partir do território iraquiano. Foi a primeira vez que a Arábia Saudita participou publicamente de uma ofensiva conjunta com Washington nesse conflito.

Outro episódio ampliou a preocupação internacional. No Egito, um drone atingiu um navio-tanque de armazenamento de gás pertencente a uma empresa americana no porto de Damietta, segundo uma avaliação inicial de uma companhia britânica de segurança marítima. As autoridades egípcias confirmaram um incêndio no local, mas não apontaram oficialmente a causa ou o responsável.

A escalada ocorre em meio à disputa pelo Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte internacional de petróleo e gás. O Irã afirma controlar a passagem e informou ter atacado três navios-tanque que tentavam atravessá-la por uma rota considerada não autorizada. Uma proposta apresentada com apoio de países do Golfo para administrar o estreito foi rejeitada por Teerã.

O conflito, iniciado em fevereiro com ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã, já provocou impactos nos mercados globais de energia e finanças. Um cessar-fogo temporário firmado em junho acabou não se sustentando, e a retomada dos combates mantém o risco de envolvimento de outros países do Oriente Médio.

Fonte: CNN

Compartilhe: