Estudo revela importância da pecuária no Pantanal e propõe ações para fortalecer setor
- porRedação
- 08 de Julho / 2025
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| Créditos: Reprodução/Gazeta do Pantanal
Um estudo encomendado pelo Governo do Estado e apresentado nesta segunda-feira (7) aponta que o Pantanal, que ocupa 27% do território de Mato Grosso do Sul, abriga 4,2 milhões de bovinos, representando 22,7% do rebanho estadual. O levantamento, realizado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), servirá de base para o Plano de Fortalecimento das Cadeias Pecuárias do Pantanal.
O diagnóstico, elaborado pelos consultores Marcelo Rondon de Barros e Janielly Barros, foi apresentado a autoridades estaduais, incluindo o secretário Jaime Verruck. O estudo detalha desafios e oportunidades para a pecuária na região, que responde por 6,8% do PIB estadual. Em 2024, a comercialização de bezerros e bois movimentou mais de R$ 5 bilhões, reforçando a importância econômica do setor.
Medidas propostas
Entre as ações sugeridas estão a criação de selos de origem, incentivo à exportação, rastreabilidade do couro e pagamento por serviços ambientais. O plano também destaca a necessidade de melhorar a infraestrutura logística, modernizar inspeções sanitárias e integrar políticas públicas para conciliar produção e preservação.
Discrepância nos dados
O número de bovinos apresentado pelo governo é 22% menor que o divulgado pela Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul) em novembro de 2023, que indicava 5,4 milhões de cabeças no Pantanal. A Famasul afirmou que a diferença foi devido a um "erro de digitação" e que seus dados estão alinhados com os oficiais.
Sustentabilidade como prioridade
O secretário Jaime Verruck destacou que 45% dos animais abatidos estão em programas estaduais, como o Precoce MS, demonstrando o foco em aliar desenvolvimento e sustentabilidade. "O Pantanal é um exemplo de produção que preserva, e esse plano visa fortalecer ainda mais essa vocação", afirmou.
O estudo utilizou dados de órgãos como IAGRO, IBGE e SENAR, abrangendo aspectos ambientais, sociais e econômicos para embasar as políticas públicas na região.






