Estrutura de antiga destilaria no MS passa a ser investigada como polo de empresas suspeitas de fraudes fiscais e lavagem de dinheiro
- porRedação
- 12 de Agosto / 2026
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| Créditos: Divulgação/ANP
Uma propriedade rural de mais de três hectares localizada no município de Iguatemi (MS), às margens da rodovia MS-290, tornou-se centro de investigações federais e estaduais sobre esquemas de sonegação fiscal, emissão de notas falsas e lavagem de dinheiro atrelados ao crime organizado.
Originalmente fundada em 2002 sob a denominação de Destilaria Centro-Oeste Iguatemi, a planta operacional — composta por tanques de armazenamento de combustíveis — passou a abrigar ao longo dos últimos anos dezenas de distribuidoras e empresas do setor petrolífero. Estimativas de órgãos reguladores e de fiscalização indicam que mais de duas dezenas de firmas compartilhavam o mesmo endereço ou mantinham filiais cadastradas no local.
Operações e Ações Regulatórias
Em meados de 2025, o complexo passou por intervenção da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que determinou o lacre das instalações após constatar irregularidades no funcionamento de bases operacionais de distribuição. A medida ocorreu na sequência do desdobramento de ações policiais e do Ministério Público voltadas ao combate de fraudes no setor de combustíveis.
As apurações apontam que o endereço funcionava como ponto central para a triangulação de recursos, simulação de operações comerciais com solventes e combustíveis e ocultação patrimonial. Adicionalmente, ações judiciais movidas na Justiça Federal buscam a penhora do imóvel para a garantia de débitos tributários acumulados pelas companhias que operavam na área.
Passivo Tributário Bilionário
Entre as entidades com sede ou registros vinculados ao endereço em Iguatemi encontram-se as duas maiores devedoras de tributos federais no estado de Mato Grosso do Sul. Juntas, as duas companhias somam débitos superiores a R$ 4,9 bilhões junto ao Fisco federal, decorrentes do descumprimento de obrigações fiscais e de autuações acumuladas ao longo dos anos.
Além do contencioso federal, o governo estadual atua administrativemente e judicialmente no cancelamento e no controle das inscrições estaduais das distribuidoras associadas ao local, enquanto empresários e representações jurídicas das firmas tentam reverter as interdições e os cancelamentos para manter a liberação das atividades econômicas.






