Especialista alerta para riscos à saúde causados por gases tóxicos em Campo Grande

| Créditos: Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado


Moradores da região oeste de Campo Grande relatam mau cheiro persistente, que atinge cerca de 100 mil pessoas, possivelmente proveniente da fábrica de farelo de ossos e sangue da JBS, localizada na Avenida Duque de Caxias. A engenheira ambiental Kamilla Ajala alerta que o odor, descrito como “ovo podre”, pode ser causado por sulfeto de hidrogênio (H2S), gás tóxico que oferece riscos à saúde e ao meio ambiente.

Desde 2023, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) investiga a unidade e constatou irregularidades ambientais, incluindo vazamentos de fumaça. Entre as medidas sugeridas está a instalação de cortinas arbóreas para mitigar impactos, mas especialistas ressaltam a importância da manutenção e fiscalização. Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) também foi oferecido pela promotoria, mas recusado pela empresa.

Moradores relatam que o problema afeta a qualidade de vida e a valorização de seus imóveis, mas pedem soluções que não prejudiquem os trabalhadores da fábrica. O caso agora também tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), onde um projeto de decreto legislativo propõe sustar duas licenças de operação do Imasul, sob justificativa de danos ambientais e sociais.

A JBS ainda não se manifestou sobre as denúncias nem sobre a possibilidade de suspensão da licença operacional.

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