Entidade médica acionará a Justiça após gravação não autorizada de assembleia ser anexada a inquérito

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A representação dos médicos em Mato Grosso do Sul acionará o Judiciário em razão do monitoramento não autorizado de um encontro da categoria realizado no início deste ano. A gravação de áudio, feita por um ex-gestor administrativo da Santa Casa de Campo Grande durante uma reunião restrita aos profissionais de saúde, foi integrada a um inquérito que apura supostas inconsistências financeiras no hospital.

Em posicionamento público, a diretoria do sindicato repudiou o ato, classificando o monitoramento sem consentimento como uma prática ilegal de vigilância. A liderança da entidade esclareceu que a assembleia, que contou com a presença de aproximadamente 40 médicos, tinha como pauta central as negociações relativas a remunerações e honorários da classe.

A presidência da organização também negou que o ex-gerente estivesse autorizado ou tivesse sido formally convidado a acompanhar o debate institucional. Sobre os trechos do áudio veiculados nas apurações do Ministério Público, a entidade pontuou que eventuais declarações de participantes representam posições individuais e ressaltou que adotará as medidas legais cabíveis para resguardar a privacidade de suas assembleias.

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