Empresas dos EUA avaliam propor lista de “exceções” à tarifa sobre o Brasil
- porCNN
- 18 de Julho / 2025
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Donald Trump | Créditos: EFE/EPA/WILL OLIVER
Num país onde 76% das pessoas consomem café, as taxas impactariam empresas e consumidores. Símbolo dos EUA, o “Starbucks”, por exemplo, tem o Brasil como fornecedor de cerca de 22% de seus grãos, terá aumento de custos e deve repassá-los nos preços do produto vendido ao americano.
Entre outros segmentos, seria beneficiado pela lista de exceções o setor de frutas. O principal exemplo é a manga: a produção interna nos EUA quase inexiste, e o Brasil é o terceiro maior fornecedor do ítem para o país (responsável por cerca de 8% das importações).
Outro exemplo é o cacau, que não é produzido em grande escala no gigante norte-americano e é um dos 10 ítens que o agro brasileiro mais exporta para o país. Entre 2020 e 2024, os Estados Unidos foram responsáveis, em média, por 18% do total das exportações de cacau do Brasil.
Incertezas para o setor cafeeiro
Eduardo Heron descreveu à CNN preocupações do setor cafeeiro quanto às incertezas que rondam as tarifas. Não há convicção, por exemplo, se a mercadoria já embarcada aos Estados Unidos está isenta da taxa de 50%, visto que podem chegar à América do Norte somente após 1º de agosto.
Mais de 70% do café embarcado pelo Brasil aos Estados Unidos sai do Porto de Santos, no litoral de São Paulo; mais de 30% do produto chega ao país pelo Porto de Nova Orleans e cerca de 15% pelo Porto de Nova York. O tempo de viagem do navio cargueiro neste percurso pode chegar a 30 dias.
Baseado neste cenário, um dos principais pedidos do Cecafé ao governo brasileiro é a negociação para que os Estados Unidos adiem o início da implementação das tarifas. A extensão do prazo por 90 dias é pleito de uma série de setores da economia nacional, do agro à indústria.






