Empreiteira investigada pela PF mantém contratos milionários em MS
- porRedação
- 11 de Agosto / 2025
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imagem ilustrativa | Créditos: Foto: Murilo Medeiros
O empresário Luiz Otávio Fontes Junqueira, dono da construtora mineira LCM Construção e Comércio S.A., está sendo investigado pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU) por suspeita de integrar um esquema criminoso de desvio de verbas públicas e fraude em licitações no Amapá. Apesar da operação, sua empresa mantém contratos ativos com o governo de Mato Grosso do Sul, somando mais de R$ 132 milhões apenas em 2024.
A Operação Route 156, deflagrada há 17 dias, apura irregularidades em pelo menos quatro licitações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Amapá, com prejuízo estimado em R$ 60 milhões. Onze mandados de busca e apreensão foram cumpridos, incluindo um em Campo Grande, que não foi executado porque o alvo havia mudado de endereço.
Contratos com Agesul em MS
Em Mato Grosso do Sul, a LCM tem três contratos vigentes com a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), totalizando R$ 132,5 milhões. O maior deles, firmado em fevereiro, prevê a reforma de 49,9 km da MS-436, entre Camapuã e Figueirão, por R$ 107,9 milhões – valor já reajustado em relação ao inicial de R$ 101,2 milhões.
A rodovia, entregue em 2013, apresentou problemas dois anos após sua inauguração e foi alvo da Operação Lama Asfáltica, que prendeu o então governador André Puccinelli (MDB) e empresários por irregularidades. A Agesul afirmou, em nota, que os contratos com a LCM não têm relação com as investigações e que não há motivos para rescisão, já que não foram identificadas falhas na execução.
Histórico com o Dnit
Além dos acordos com o governo estadual, a LCM tem contrato de R$ 46,7 milhões com o Dnit em MS para sinalização viária nas BR-158 e BR-262. Nacionalmente, a empresa fechou 29 contratos com o órgão desde 2023, somando R$ 1,5 bilhão. Durante o governo Bolsonaro, recebeu R$ 366 milhões em obras semelhantes.
A PF informou que os investigados podem responder por crimes como fraude em licitação, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O caso no Amapá levou ao afastamento do superintendente local do Dnit.
Atualização: A LCM destaca a Agesul como um de seus principais clientes em seu site, ao lado de prefeituras e órgãos federais. A empresa não se manifestou sobre as investigações.






