Eldorado adia projeto de expansão de R$ 15 bilhões em Mato Grosso do Sul
- porRedação
- 21 de Dezembro / 2025
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| Créditos: Foto: Reprodução/ Portal Celulose
A Eldorado Brasil, controlada pelos irmãos Batista, decidiu paralisar o plano de duplicação de sua unidade industrial em Três Lagoas (MS). O investimento, estimado em R$ 15 bilhões (cerca de US$ 3 bilhões), previa a ampliação da capacidade produtiva da fábrica, mas foi adiado por tempo indeterminado devido a fatores econômicos e estratégicos.
Motivações para o recuo
A decisão de "engavetar" o projeto ocorre em um momento de ajustes financeiros para a companhia. Recentemente, a empresa encerrou uma longa disputa judicial com a Paper Excellence, o que resultou em um acordo de pagamento de US$ 2,64 bilhões à sócia canadense pela retomada do controle total da planta.
Além do cenário corporativo, o mercado global de celulose enfrenta desafios. Houve uma queda de aproximadamente 20% no preço da tonelada da commodity em 2025, impactada pelo aumento da oferta mundial. Esse cenário levou não apenas a Eldorado, mas também concorrentes como a Suzano, a adotarem posturas mais cautelosas.
Excedente de matéria-prima
De acordo com a diretoria florestal da empresa, a Eldorado possui atualmente cerca de 100 mil hectares de eucalipto excedentes, que estão sendo comercializados com outras indústrias da região. Embora a companhia tenha estrutura florestal para sustentar uma futura expansão, a análise atual indica que o início de novos plantios em larga escala — necessários para a duplicação — não é viável no curto prazo.
Cenário regional
Enquanto a Eldorado desacelera, o setor de celulose em Mato Grosso do Sul continua em movimentação por meio de outras gigantes:
Arauco: Mantém o cronograma de construção de uma megafábrica em Inocência, com investimento de R$ 25 bilhões.
Bracell: Planeja iniciar as obras de uma nova unidade em Bataguassu no início de 2026, orçada em R$ 16 bilhões.
A Eldorado reiterou que a promessa de duplicação permanece nos planos de longo prazo, mas o avanço depende de uma recuperação nos preços internacionais e da estabilização das condições de mercado.






