El Niño pode voltar no segundo semestre e acende alerta para estiagem em MS

| Créditos: Getty Images


O cenário climático em Mato Grosso do Sul deverá passar por mudanças significativas na segunda metade do ano. De acordo com monitoramentos técnicos e projeções de órgãos de meteorologia, o fenómeno El Niño apresenta fortes indícios de retorno, com uma probabilidade de formação que ultrapassa os 60% entre os meses de junho e agosto, podendo consolidar-se com maior intensidade no semestre seguinte.

Diferente de períodos de neutralidade, a presença deste fenómeno caracteriza-se pelo aquecimento anómalo do Oceano Pacífico Equatorial, o que gera impactos diretos na distribuição das precipitações na região Centro-Oeste do Brasil. Para Mato Grosso do Sul, a principal tendência apontada pelos especialistas é a redução do volume de chuvas, acompanhada por um aumento nas temperaturas médias.

Impactos e Previsões

O Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) e outras entidades do setor destacam que este padrão pode resultar em períodos de estiagem mais prolongados, os chamados "veranicos", especialmente nas regiões norte e nordeste do estado. Além da escassez hídrica, a baixa humidade relativa do ar e o calor intenso surgem como pontos de atenção para a saúde pública e para a gestão de recursos naturais.

No setor produtivo, a possibilidade de chuvas irregulares acende o alerta para o planeamento agrícola. A irregularidade na transição das estações pode influenciar tanto a colheita das culturas atuais quanto o início do ciclo de plantio da safra de verão, exigindo dos produtores rurais uma monitorização rigorosa das atualizações climáticas.

Embora o El Niño traga consigo a expectativa de um clima mais seco para boa parte do estado, os meteorologistas ressalvam que eventos de instabilidade isolados e a passagem de frentes frias ainda podem ocorrer, embora de forma menos frequente ou mal distribuída geograficamente.

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