DPU processa UFMS após fechamento de restaurante universitário que deixou 2,6 mil alunos sem alimentação

| Créditos: REPRODUÇÃO/UFMS


A Defensoria Pública da União (DPU) moveu uma ação civil pública contra a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) pelo fechamento do restaurante universitário no campus de Três Lagoas. A interdição, realizada em 24 de fevereiro, afetou 2.687 estudantes, que, segundo a DPU, enfrentam insegurança alimentar desde então.

A ação pede que a Justiça Federal de Mato Grosso do Sul (JFMS) determine, em até 10 dias, a ampliação do auxílio alimentação emergencial para todos os alunos em vulnerabilidade socioeconômica. A DPU também solicita o aumento do valor do benefício para R$ 600 mensais e a contratação emergencial de uma empresa para fornecer refeições gratuitas aos estudantes mais necessitados.

O restaurante foi interditado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal (MPF) devido a uma investigação sobre supostas fraudes no registro de refeições e desvios de recursos públicos. A DPU alega que o fechamento ocorreu sem aviso prévio, deixando os estudantes sem alternativa. A UFMS ofereceu um auxílio de R$ 300 a cerca de 400 alunos, o que corresponde a apenas 15% dos afetados.

Dados da universidade indicam que mais de 41% dos estudantes do campus são oriundos de políticas afirmativas e já enfrentam dificuldades financeiras. A DPU afirma que refeições próximas ao campus custam entre R$ 30 e R$ 35, tornando o auxílio atual insuficiente.

A defensoria também exige que a UFMS apresente um cronograma para reabertura do restaurante e que não puna estudantes que protestem pacificamente. A reportagem contactou a UFMS, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

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