Dólar sobe com cenário de aversão ao risco e revertendo queda da véspera
- porInfoMoney
- 20 de Agosto / 2026
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| Créditos: Foto: Dimas Ardian/Bloomberg
O dólar fechou a quinta-feira em alta firme contra o real, refletindo o ambiente externo mais avesso ao risco, onde a divisa norte-americana reverteu as perdas da véspera e os rendimentos dos Treasuries voltaram a subir .
Qual foi a cotação do dólar hoje?
O dólar à vista fechou em alta de 0,31%, aos R$5,1937 na venda.
Às 17h08, o contrato de dólar futuro para setembro — atualmente o mais negociado no Brasil — subia 0,28% na B3, aos R$5,2070.
No mesmo horário, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,05%, a 98,879.
Dólar comercial
- Compra: R$ 5,193
- Venda: R$ 5,193
O que aconteceu com dólar hoje?
Os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos recuaram em 6 mil na semana encerrada em 15 de agosto, para 206 mil, abaixo do consenso de 211 mil. O dado, que veio melhor que o esperado, não provocou reação adicional relevante no dólar ante o real até o momento.
No exterior, o mercado acompanha a alta do petróleo, com o Brent próximo de US$ 94 por barril, em meio à tensão entre Estados Unidos e Irã, enquanto os rendimentos dos Treasuries voltam a subir após o forte recuo observado ontem.
No Brasil, o mercado, além de monitorar os efeitos do petróleo e dos juros americanos sobre o câmbio, acompanha as campanhas eleitorais e a trajetória fiscal.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, argumentou pela manhã que controlar os gastos obrigatórios é mostrar ao mercado que essa despesa não vai crescer sem controle. Em entrevista à Rádio CBN como porta-voz econômico da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ele afirmou que é possível reverter a trajetória da dívida pública com diminuição de juros.
Ainda nesta quinta, o Banco Central oferta até 50 mil contratos de swaps cambiais para rolagem dos vencimentos de setembro, às 11h30, e o Tesouro realiza leilão de títulos prefixados às 11h45. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, participa da reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).
(Com Reuters e Estadão Conteúdo)






