Dólar hoje fecha em queda de 0,45%, com leilões do BC e atenção ao Irã
- porInfoMoney
- 22 de Junho / 2026
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| Créditos: Reprodução/UOL
O dólar fechou a segunda-feira (22) em baixa ante o real, em sessão que contou com duas operações cambiais simultâneas do Banco Central, enquanto no exterior a moeda norte-americana sustentou ganhos ante boa parte das demais divisas.
Além disso, a primeira rodada de negociações entre EUA e Irã alimentou o otimismo dos investidores em relação a um acordo.
Qual foi a cotação do dólar hoje?
O dólar à vista fechou o dia com queda de 0,45%, aos R$ 5,1413. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 6,33% ante o real.
Às 17h03, o dólar futuro para julho – atualmente o mais líquido no mercado brasileiro – cedia 0,23% na B3, aos R$5,1525.
Dólar comercial
- Compra: R$ 5,141
- Venda: R$ 5,141
O que aconteceu com dólar?
Os países mediadores Catar e Paquistão afirmaram que os EUA e o Irã concordaram com um roteiro para um acordo final que ponha fim ao conflito em 60 dias, embora os investidores estivessem preocupados com as ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de reiniciar a guerra no Oriente Médio e com o anúncio de Teerã de que havia fechado o vital Estreito de Ormuz.
O Banco Central realizou ainda leilão casado de até US$ 1 bilhão no câmbio à vista e swap cambial reverso, equivalente à compra de dólar no futuro, buscando suavizar distorções.
As duas operações simultâneas são conhecidas como “casadão” pelos investidores e visam oferecer liquidez ao mercado. O efeito delas sobre as cotações do dólar é, em tese, nulo, já que o BC vendeu US$1 bilhão em uma ponta e comprou US$1 bilhão em outra.
O mercado financeiro segue atento às negociações entre Estados Unidos e Irã, ao Boletim Focus e ao cancelamento do leilão de NTN-Bs.
Para a Warren, a decisão do Tesouro indica piora no mercado de títulos e pode exigir novas medidas se a volatilidade persistir. No radar está ainda a queda do petróleo em meio a expectativas pela inflação PCE nos Estados Unidos, na quinta.
No Focus, a inflação projetada pelo mercado subiu, com o IPCA de 2026 passando de 5,30% para 5,33%, acima do teto da meta. Para 2027, a projeção vai a 4,15% e, para 2028, a 3,70%, enquanto 2029 segue em 3,50%. A Selic de 2026 sobe de 13,75% para 14,00%, com demais prazos estáveis. O PIB de 2026 avança de 1,96% para 1,98%. No câmbio, o dólar permanece em R$ 5,20 no fim de 2026 e sobe marginalmente para R$ 5,27 em 2027.
O Tesouro cancelou o leilão tradicional de venda de Notas do Tesouro Nacional série B (NTN-B) previsto para amanhã. Em comunicado, o Tesouro acrescenta que o leilão de Letras Financeiras do Tesouro (LFT) previsto para a mesma data permanece inalterado.
(Com Estadão e Reuters)






