Dólar hoje fecha em alta de 0,41% após Fed e com Copom no radar
- porInfoMoney
- 17 de Junho / 2026
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| Créditos: Imagem: Pixabay
O dólar passou por uma sessão de reviravoltas nesta quarta-feira (17), logo após a decisão de juros do Federal Reserve, na primeira reunião sob o comando de Kevin Warsh. A divisa americana, que havia diminuído as perdas logo após a decisão de juros, virou para ganhos após a coletiva de Warsh para a imprensa.
O Federal Reserve manteve a taxa básica de juros dos Estados Unidos na faixa de 3,50% a 3,75%, enquanto as projeções das autoridades do banco central norte-americano apontaram um aumento ainda em 2026, o que fortaleceu o dólar frente as principais moedas globais.
Cabe ressaltar que, depois do fechamento, será divulgada decisão de juros no Brasil, pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
Qual foi a cotação do dólar hoje?
O dólar à vista fechou o dia com alta de 0,41%, aos R$ 5,1104. No acumulado do ano, a divisa passou a acumular queda de 6,90% ante o real.
Às 17h03, o dólar futuro para julho – atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — subia 0,36% na B3, aos R$ 5,1245.
Dólar comercial
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O que aconteceu com dólar?
O Federal Reserve manteve sua taxa básica de juros estável nesta quarta-feira, e os formuladores de política monetária esperam um aumento na taxa ainda este ano, em meio a preocupações crescentes com a inflação, que permanece acima da meta de 2% do banco central dos Estados Unidos.
Novas projeções trimestrais mostraram que nove autoridades do Fed agora preveem uma alta de juros até o fim de 2026, e o comunicado de política monetária atualizado removeu a linguagem que vinha sendo usada para sinalizar a probabilidade de novas reduções de taxas em 2026.
De fato, o comunicado, em um sinal inicial da influência do novo chair do Fed, Kevin Warsh, removeu completamente qualquer orientação sobre movimentos futuros dos juros. O novo formato simplesmente informou a decisão sobre a taxa e reafirmou a intenção do banco central de manter “reservas abundantes no sistema bancário”.
O documento mais curto, um retorno a um formato semelhante ao usado pelo ex-chair do Fed Alan Greenspan, foi aprovado por votação unânime de 12 a 0.
A declaração do Fed mostrou outros sinais da influência inicial de Warsh, que assumiu o cargo após ter sido nomeado no início deste ano pelo presidente Donald Trump, com a expectativa de que entregasse os cortes de juros exigidos pelo republicano.
A descrição da economia abordou temas enfatizados por Warsh, mencionando que “o crescimento da produtividade e o investimento de capital estão fortes”.
Embora reconhecesse que a inflação estava “elevada em relação à meta de 2% do Comitê”, isso foi atribuído em parte a “choques de oferta que impulsionaram aumentos de preços em certos setores, incluindo energia”.
As novas projeções mostram a inflação desacelerando acentuadamente no próximo ano.
“O Comitê entregará estabilidade de preços”, disse o documento.
No Brasil, as atenções se voltam ao Copom, com o mercado projetando um corte de 0,25 ponto percentual da Selic, para 14,25%, embora uma pausa não esteja descartada diante da piora do cenário externo, da alta do petróleo e da deterioração das expectativas deinflação. O tom do comunicado será decisivo para calibrar as apostas dos próximos passos.
Essas decisões sobre juros têm potencial de impactar o câmbio. O diferencial de juros entre Brasil e outros países — como EUA e Japão, cujas taxas estão em níveis bem menores — vinha sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, o que converteu as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real nos meses anteriores.
No início da sessão desta quarta-feira, o BC informou que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado um indicador de tendência para o Produto Interno Bruto (PIB), subiu 0,5% em abril na comparação com o mês anterior, segundo dados dessazonalizados, menos que o avanço de 0,6% projetado por economistas em pesquisa da Reuters.
(Com Reuters)






