Dois seguem foragidos em operação que prendeu prefeito de Terenos


Em uma megaoperação deflagrada nesta terça-feira (9), forças policiais prenderam o prefeito de Terenos, Eduardo Henrique Wancura Budke (PSDB), e outros 13 investigados por suposta participação em um esquema de fraudes em licitações públicas. Dois alvos dos mandados judiciais, no entanto, conseguiram evitar a captura e permanecem foragidos.

A operação, batizada de "Spotless", foi conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), com autorização do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). Além dos mandados de prisão, a ação executou 59 ordens de busca e apreensão em residências, empresas e órgãos públicos, incluindo a sede da Prefeitura de Terenos.

Segundo as investigações, a operação é um desdobramento de apurações anteriores ("Operação Velatus") que teriam identificado um grupo criminoso organizado em dois núcleos: um político-administrativo, com servidores públicos acusados de direcionar editais, e outro empresarial, formado por empreiteiras que supostamente se beneficiavam dos contratos. Interceptações telefônicas indicariam combinação de valores e resultados de licitações entre os empresários antes da abertura oficial dos processos.

Dos 14 presos, nove foram encaminhados ao sistema penitenciário e cinco permanecem custodiados na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac-Cepol), aguardando audiência de custódia. A lista de presos inclui, além do prefeito, empresários do ramo da construção civil e servidores municipais. A identidade dos foragidos não foi oficialmente divulgada pelas autoridades à imprensa.

A decisão que autorizou a operação foi proferida pelo desembargador Jairo Roberto de Quadros. Os nomes completos dos investigados e das empresas alvo dos mandados foram divulgados no diário oficial do Tribunal de Justiça.

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