Disputa pela Presidência do Senado coloca Tereza Cristina e nomes de MS no centro da discussão sobre o STF

Comissão Temporária Externa para interlocução sobre as relações econômicas bilaterais com os EUA (CTEUA) Mesa: relatora da CTEUA, senadora Tereza Cristina (PP-MS). | Créditos: Foto: Andressa Anholete/Agência Senado


A sucessão de Davi Alcolumbre (União-AP) na Presidência do Senado passou a ganhar importância também pela possibilidade de mudanças na relação entre o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre os nomes cotados para comandar a Casa está a senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina (PP-MS), além do senador Rogério Marinho (PL-RN). Segundo o senador eleito Reinaldo Azambuja (PL-MS), os dois conversaram e teriam combinado não disputar diretamente entre si, deixando aberta a possibilidade de apenas um avançar na corrida.

Reinaldo defende que o Senado utilize suas prerrogativas para analisar o que considera excessos do Judiciário, incluindo possíveis processos relacionados a crimes de responsabilidade contra ministros do STF. Ele também afirmou que a próxima legislatura deverá buscar uma nova relação entre Executivo, Legislativo e Judiciário.

Tereza Cristina também defendeu uma discussão sobre os mecanismos de fiscalização e controle do Judiciário. Para ela, a nova composição do Senado deverá tratar do tema como parte da agenda institucional da próxima legislatura.

Outro nome de Mato Grosso do Sul que entrou no debate é o senador eleito Capitão Contar (PL-MS). Ele afirmou que não pretende adotar uma postura de omissão diante das decisões do Supremo e apontou Tereza Cristina e Rogério Marinho como nomes que podem disputar o comando do Senado.

A escolha do novo presidente da Casa ganha peso porque o cargo tem participação importante na tramitação de pedidos de impeachment de ministros do STF. A nova composição do Senado terá forte renovação a partir de fevereiro, o que poderá alterar a correlação de forças dentro do Legislativo.

O resultado da eleição presidencial também é apontado como um fator que poderá influenciar esse cenário. O candidato derrotado Fábio Trad avalia que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro poderia acelerar iniciativas contra ministros do Supremo, enquanto uma vitória de Lula teria efeito contrário.

Assim, Reinaldo Azambuja, Tereza Cristina e Capitão Contar aparecem entre os representantes de Mato Grosso do Sul envolvidos em uma disputa que ultrapassa a escolha do comando do Senado e alcança o debate sobre os limites e a relação entre os três Poderes.

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