Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais reforça a importância da vacinação e do diagnóstico precoce
- porAgência Brasil
- 28 de Julho / 2026
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| Créditos: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, celebrado em 28 de julho, chama a atenção para a necessidade de ampliar as ações de prevenção, diagnóstico e tratamento dessas infecções. A mobilização, que faz parte das campanhas do mês de conscientização sobre a saúde do fígado, busca alertar a população sobre o caráter assintomático da doença em suas fases iniciais.
A ameaça silenciosa das infecções hepáticas
As hepatites virais caracterizam-se pela inflamação do fígado e representam um relevante desafio de saúde pública. Por se tratar de uma condição que frequentemente não manifesta sinais visíveis nos primeiros anos, muitos indivíduos convivem com o vírus sem saber que estão infectados.
A ausência de diagnóstico precoce pode levar ao comprometimento progressivo da função hepática, aumentando o risco de complicações graves a longo prazo, como cirrose e câncer de fígado.
Formas de contágio e tipos de vírus
Existem diferentes formas de hepatite viral, identificadas pelas letras A, B, C, D e E. Os modos de transmissão variam conforme o agente infeccioso:
Hepatites A e E: A transmissão ocorre predominantemente pela via fecal-oral, associada à ingestão de água ou alimentos contaminados e a condições precárias de saneamento básico ou higiene.
Hepatites B, C e D: A contaminação se dá principalmente pelo contato com sangue infectado, Relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de materiais perfurocortantes (como lâminas de barbear, seringas e alicates de unha) e pela transmissão vertical (da mãe para o bebê durante a gestação ou parto).
Diagnóstico acessível e imunização
A identificação rápida da infecção é considerada um dos pilares para interromper a cadeia de transmissão e assegurar a eficácia dos tratamentos. Nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Sistema Único de Saúde (SUS), são disponibilizados testes rápidos e gratuitos para a detecção das hepatites B e C. Os exames exigem apenas uma gota de sangue e fornecem o resultado em poucos minutos.
A prevenção também conta com vacinas eficazes e gratuitas no calendário nacional de imunização:
Vacina contra a Hepatite A: Indicada no esquema vacinal infantil e para grupos com condições de saúde específicas.
Vacina contra a Hepatite B: Recomendada para toda a população, desde o nascimento. A imunização contra o vírus B também garante proteção contra a Hepatite D, que necessita do vírus B para se desenvolver.
Avanços no tratamento
Atualmente, a hepatite C dispõe de tratamentos antivirais de ação direta que apresentam taxas de cura superiores a 90%, com esquemas terapêuticos orais e de curta duração fornecidos pelo SUS. No caso da hepatite B, embora não haja cura definitiva para todos os casos, os medicamentos disponíveis permitem controlar a replicação do vírus, reduzindo os riscos de degradação da saúde do fígado.
Especialistas e órgãos de saúde reforçam que a testagem periódica e a atualização do esquema vacinal são as ferramentas mais seguras para o combate e a erradicação das hepatites virais.






