Desembargadores afastados mantêm supersalários e recebem até R$ 207 mil mensais após um ano
- porRedação
- 25 de Outubro / 2025
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Cinco desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) continuam a receber remunerações elevadas, chegando a cerca de R$ 207 mil mensais em alguns casos, mesmo após estarem afastados de seus cargos há aproximadamente um ano.
Os magistrados, incluindo o ex-presidente da Corte, foram alvos da Operação Última Ratio, deflagrada pela Polícia Federal em outubro de 2024. Eles são investigados sob suspeita de envolvimento em crimes como corrupção, venda de sentenças, lavagem de dinheiro, extorsão e organização criminosa.
Apesar do subsídio-base dos desembargadores no estado ser de R$ 39.717,69, o valor final pago é significativamente maior devido à inclusão de "vantagens pessoais" e "vantagens eventuais", conhecidas como penduricalhos, que podem multiplicar a remuneração. Por exemplo, em fevereiro, um dos desembargadores afastados recebeu R$ 209.198,42 líquidos.
O afastamento cautelar foi determinado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e prorrogado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em razão da gravidade das acusações. A manutenção dos altos pagamentos a magistrados sob suspeita e afastados do trabalho tem gerado debates sobre a legislação que permite que esses valores, frequentemente acima do teto constitucional, sejam mantidos.
(Baseado em informações da Operação Última Ratio e dados de remuneração do TJMS, conforme publicações sobre o tema.)






