Deputados de MS divergem sobre operação contra Bolsonaro e acirram embate político nas redes
- porRedação
- 18 de Julho / 2025
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| Créditos: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
A Operação da Polícia Federal (PF) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), gerou polarização nas redes sociais, dividindo opiniões entre apoiadores e críticos da medida. Enquanto alguns comemoram a ação, outros a veem como um abuso de poder.
Entre os aliados do ex-presidente, o deputado federal Marcos Pollon (PL) classificou a operação como uma "escalada da ditadura". “Eles vão prender qualquer pessoa a qualquer momento, sem justificativa nenhuma. A gente pensa que o ato de hoje, mais do que agressão, é um símbolo, porque antes de prender todo mundo, vão humilhar um por um”, afirmou. Pollon chegou a questionar se o Brasil terá eleições no futuro e expressou preocupação com a família Bolsonaro, especialmente com o deputado Eduardo Bolsonaro (PL), que, segundo ele, estaria enfrentando dificuldades nos Estados Unidos.
“Nos próximos quatro meses, ou o Brasil apluma ou vai ser como a gente vem falando há muito tempo, virar uma Venezuela”, completou Pollon, em tom de alerta.
Já do lado da oposição, o deputado Vander Loubet (PT) defendeu a operação, afirmando que Bolsonaro cometeu crimes e deve responder judicialmente. “Bolsonaro cometeu um crime, foi denunciado, tem processo e vai ser julgado. As pessoas que cometeram crime vão ter que pagar. O Lula é o maior exemplo, se submeteu a tudo. Falava que não cometeu e ganhou. Ficou preso mais de 400 dias. O Bolsonaro vai ter que ser preso, pode escrever isso, porque cometeu crime”, declarou.
Loubet citou como possíveis crimes a gestão do ex-presidente durante a pandemia de Covid-19, os discursos sobre fraude eleitoral, os ataques às instituições e o caso da bomba encontrada no aeroporto de Brasília.
Outro aliado de Bolsonaro, o deputado Rodolfo Nogueira (PL), classificou a operação como "inacreditável" e alertou para possíveis consequências graves. “O consórcio do mal intensifica a escalada de abusos e perseguição. A caça às bruxas continua e isso pode ter graves consequências para o Brasil. Estamos todos com Bolsonaro”, postou em suas redes sociais.
A operação reacendeu o debate sobre a polarização política no país, com ambos os lados usando o caso para reforçar seus discursos. Enquanto a oposição vê a ação como um passo necessário para a responsabilização, os bolsonaristas a enxergam como perseguição, aumentando ainda mais a tensão no cenário político brasileiro.






