Deputados acionam PGR contra Bolsonaro e Eduardo por articulação com Trump que resultou em tarifa a produtos brasileiros
- porRedação
- 11 de Julho / 2025
- Leitura: em 9 segundos

| Créditos: Foto: Sergio Lima AFP
A deputada federal Camila Jara (PT-MS) protocolou, nesta quinta-feira (11), uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por articulações com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que resultaram na imposição de tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados ao país norte-americano.
O pedido tem respaldo nos Códigos Penal Militar e Comum e aponta possíveis crimes como provocação a país estrangeiro, incitação a conflito internacional e tentativa de submeter o Brasil à influência externa.
Também assinam a representação os deputados Duda Salabert (PDT-MG), Dorinaldo Malafaia (PDT-AP) e Duarte Jr. (PSB-MA). Para o grupo, a conduta representa uma ameaça à soberania nacional e às instituições brasileiras.
“É inadmissível que pessoas usem o Estado para prejudicar o país, especialmente políticos que se diziam patriotas”, declarou Camila Jara. Segundo ela, a nova tarifa prejudica exportações e o poder de compra das famílias, sendo uma consequência direta de articulações políticas feitas por bolsonaristas.
Além da ação na PGR, os parlamentares enviaram ofício ao Ministério das Relações Exteriores, cobrando resposta diplomática à ameaça feita por Trump, motivada por pressões de brasileiros nos EUA contra o Supremo Tribunal Federal.
Eduardo Bolsonaro afirmou publicamente que se mudou para os Estados Unidos para buscar sanções contra ministros do STF, o que é alvo de investigação no Inquérito 4995 da Suprema Corte.
Em carta divulgada nas redes sociais, Trump comunicou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que as tarifas passam a valer a partir de 1º de agosto, justificando a medida com base em ações do STF contra apoiadores de Bolsonaro que vivem nos EUA. Em resposta, Lula prometeu aplicar a Lei de Reciprocidade Econômica e afirmou que a alegação de déficit comercial com o Brasil não se sustenta.






