Deolane e Marcola são denunciados por esquema de lavagem de dinheiro

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O Ministério Público de São Paulo denunciou Deolane Bezerra e Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do PCC (Primeiro Comando da Capital), pelo esquema de lavagem de dinheiro e organização criminosa investigado na Operação Vérnix.

A denúncia foi apresentada à justiça nesta quarta-feira (10). Além de Marcola e Deolane, que foi presa na operação no último dia 21 de maio, também foram denunciados Alejandro Camacho ("Marcolinha"), Everton de Souza, Leonardo Camacho e Paloma Camacho, os dois sobrinhos do chefe do PCC.

No dia 29 de maio, após a conclusão do relatório final da operação que prendeu Deolane, a Polícia Civil indiciou os investigados. A denúncia do MP, apresentada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Presidente Prudente, era o último passo antes do possível início da ação penal contra os acusados. 

Caso a justiça aceite a denúncia, Deolane, Marcola e seus familiares virarão réus pelos crimes

Nesta terça-feira (9), a Quinta Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça), por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental no habeas corpus impetrado pela defesa da influenciadora, que solicitava a revogação da prisão preventiva da advogada e a conversão para prisão domiciliar.

Deolane está presa na penitenciária feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. Já Marcola está preso desde 2019 na Penitenciária Federal em Brasília.

Outro lado

A defesa da família de Marcola enviou um posicionamento sobre a denúncia à CNN Brasil. Veja:

"Bruno Ferullo, advogado de Marco Willians Herbas Camacho, Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, vem a público informar que o Ministério Público do Estado de São Paulo apresentou, na presente data, denúncia em desfavor de seus constituintes no contexto da denominada Operação Vérnix, atribuindo-lhes, em tese, a prática dos delitos previstos no artigo 2.º da Lei n.º 12.850/2013 (organização criminosa) e no artigo 1.º da Lei n.º 9.613/1998 (lavagem de capitais).

A Defesa reitera que Marco Willians Herbas Camacho e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior encontram-se custodiados em estabelecimento penal federal de segurança máxima desde fevereiro de 2019, submetidos a severas restrições de contato e comunicação, o que, por si só, torna inviável qualquer participação nos fatos investigados e evidencia o equívoco da acusação.

Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho também refutam integralmente as imputações formuladas. A Defesa destaca que o mero vínculo familiar com os demais denunciados não pode ser confundido com participação criminosa, sendo inaceitável que a simples proximidade afetiva sirva de fundamento para uma acusação desta magnitude.

Quanto aos elementos de natureza patrimonial e financeira mencionados na denúncia, a Defesa esclarece que eles serão devidamente contextualizados no decorrer da instrução processual, oportunidade em que serão apresentados os esclarecimentos e as provas pertinentes acerca da origem e da regularidade das operações apontadas pela acusação. A Defesa, diante da acusação apresentada, adotará todas as medidas processuais cabíveis para demonstrar a fragilidade da narrativa acusatória e a improcedência das imputações atribuídas aos seus constituintes, confiando que, ao final da regular instrução processual, a verdade dos fatos será devidamente reconhecida pelo Poder Judiciário". 

Em nota, a defesa de Deolane afirmou que ainda não teve acesso à acusação. Leia na íntegra:

"A defesa de Deolane Bezerra, patrocinada pelos advogados Aury Lopes Jr., Josimary Rocha, Rogério Nunes e Luiz Ricardo Imparato, lamenta a divulgação antecipada da denúncia na imprensa. A defesa ainda não teve acesso a acusação e tão logo for citada, apresentará a devida resposta, reafirmando que Deolane não faz parte de nenhuma organização criminosa e tampouco cometeu qualquer crime, o que será provado ao longo do processo". 

A reportagem tenta contato com os representantes de Everton de Souza para um posicionamento.

Entenda a investigação

Operação Vérnix, deflagrada pela Polícia Civil e pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo), prendeu Deolane no dia 21, após a identificação de sua participação nas ações criminosas.

A investigação começou em 2019 dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista, que identificou atuações de lavagem de dinheiro coordenadas pelo PCC.

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