Denúncia do MPE revela depósitos de propina até em conta de parente de secretário em Terenos

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O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou o prefeito de Terenos, Henrique Wankura, por supostamente receber R$ 255 mil em propina de uma única obra. A denúncia, baseada em investigação do Gaeco e Gecoc, aponta que o patrimônio do prefeito aumentou 318% em quatro anos, passando de R$ 776 mil para R$ 2,4 milhões, valor incompatível com sua renda declarada.

A investigação também revelou que a compra de imóveis rurais foi subfaturada. Uma fazenda declarada por R$ 1,5 milhão teria, segundo o MPE, valor de mercado de R$ 4,35 milhões.

O esquema, detalhado na denúncia, envolvia fraudes em licitações. Um caso investigado é a licitação para a reforma de uma escola, na qual a empresa vencedora já teria sido orientada pelo secretário de Obras e o prefeito, antes mesmo da abertura do edital.

Mensagens de celular apreendidas indicam que a empresa vencedora recebeu informações privilegiadas sobre o processo. O MPE afirma que os pagamentos de propina, no total de R$ 255 mil, foram feitos em parcelas e registrados em uma planilha. Parte do dinheiro teria sido depositada na conta da avó de um secretário e em uma empresa que, segundo a promotoria, funcionaria como "testa de ferro" do prefeito.

A operação, nomeada "Spotless", que significa "imaculado" em inglês, prendeu o prefeito e outras oito pessoas por suspeita de organização criminosa. A investigação aponta que o grupo fraudava licitações para favorecer empresas em troca de propina, com contratos que, somente no último ano, ultrapassaram R$ 15 milhões.

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