Custo da construção civil em MS avança 1,22% em julho, mas estado mantém menor valor médio do Centro-Oeste
- porRedação
- 11 de Agosto / 2026
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| Créditos: Conteúdo MS/ Alcina Reis
O setor da construção civil em Mato Grosso do Sul registrou uma elevação de 1,22% no seu índice de custos ao longo do mês de julho. O ritmo de acréscimo no estado ficou expressivamente superior à média do país, que apresentou uma variação de 0,44% no mesmo período. Com esse resultado, o estado ocupou a terceira posição entre as maiores altas mensais do território nacional.
No ranking das unidades federativas com maiores aumentos em julho, apenas Goiás (2,58%) e Rio Grande do Sul (1,86%) superaram o percentual sul-mato-grossense. Logo em seguida apareceram Pará (1,02%) e Tocantins (0,96%). A dinâmica observada no Centro-Oeste impulsionou a região ao topo da variação regional do país, registrando uma média de 1,18%, influenciada sobretudo por reajustes salariais do setor e pelo encarecimento de insumos em Goiás.
Apesar da aceleração no mês, Mato Grosso do Sul segue ostentando o menor custo por metro quadrado da Região Centro-Oeste, fixado em R$ 1.896,68. Para efeito de comparação, o valor médio nas demais unidades regionais é mais elevado: Distrito Federal registra R$ 2.008,66; Goiás atinge R$ 2.008,93; e Mato Grosso lidera os custos locais com R$ 2.064,68. Além disso, o patamar do estado permanece inferior à média nacional, calculada em R$ 1.985,10 por metro quadrado (dos quais R$ 1.120,13 correspondem a materiais e R$ 864,97 à mão de obra).
Analisando os períodos acumulados, Mato Grosso do Sul soma uma alta de 3,45% no decorrer do ano de 2026, marca abaixo do indicador acumulado do Brasil no mesmo intervalo (4,94%). Por outro lado, ao observar a janela dos últimos 12 meses, o avanço estadual chega a 7,53%, ligeiramente acima da média brasileira de 7,40%.
Em âmbito nacional, o mês de julho demonstrou uma desaceleração no ritmo de reajustes. Os materiais de construção tiveram incremento de 0,48% no mês (acumulando 5,81% em 12 meses), enquanto os custos de mão de obra variaram 0,39% no período (alcançando 9,56% na soma dos últimos 12 meses).






