Custo da cesta básica registra leve recuo em Campo Grande pelo segundo mês consecutivo
- porRedação
- 10 de Setembro / 2026
- Leitura: em 8 segundos

| Créditos: Reprodução
O conjunto de alimentos essenciais teve uma pequena redução de preço em Campo Grande durante o mês de agosto, registrando queda de 0,49%. O resultado dá sequência ao movimento do mês anterior, quando os valores haviam recuado 4,73%. Com o custo médio fixado em R$ 805,13, a capital sul-mato-grossense encerrou o período como a sexta mais cara entre as 27 capitais brasileiras, ficando atrás apenas de São Paulo, Cuiabá, Rio de Janeiro, Florianópolis e Porto Alegre.
Apesar da deflação pontual no acumulado recente, o indicador ainda apresenta uma trajetória de alta ao longo de prazos mais amplos: o valor total acumula elevação de 3,77% desde o início do ano e de 4,73% no comparativo com o mesmo mês do ano anterior.
Comportamento dos produtos
Entre os 13 itens monitorados, cinco apresentaram retração no valor médio mensal. As principais reduções de agosto foram observadas no tomate (-27,09%), na batata (-20,10%), no feijão carioca (-5,09%) e no café em pó (-1,63%). O pão francês também teve ligeira queda (-0,44%).
Em contrapartida, outros alimentos registraram reajustes expressivos e pressionaram o orçamento das famílias, com destaque para a banana (9,03%), o leite integral (7,42%), a carne bovina de primeira (4,81%), o arroz agulhinha (3,46%), o óleo de soja (1,43%), a farinha de trigo (1,40%), a manteiga (1,08%) e o açúcar cristal (1,06%).
No retrospecto acumulado do ano, as maiores altas continuam concentradas no feijão carioca (32,01%), na batata (17,89%) e no tomate (16,86%). Já as principais reduções em 2026 foram registradas no açúcar cristal (-19,94%), no café em pó (-17,87%) e no óleo de soja (-11,96%).
Impacto na renda do trabalhador
Para adquirir o conjunto de produtos básicos na capital, um trabalhador remunerado pelo piso nacional (R$ 1.621,00) precisou cumprir uma jornada de 109 horas e 16 minutos no mês de agosto.
Em termos orçamentários, o custo da alimentação básica comprometeu 53,70% do salário líquido (após o desconto compulsório de 7,5% da Previdência Social). O percentual demonstra uma ligeira melhora em relação a julho, quando atingia 53,96%, e ao mesmo período do ano passado, quando representava 54,75% do rendimento.






