Crise no PSDB: disputas internas marcam sucessão de Reinaldo Azambuja

A sucessão do ex-governador Reinaldo Azambuja na presidência do PSDB em Mato Grosso do Sul, após sua saída para o Partido Liberal (PL), tem gerado tensões internas. O diretório nacional do partido planeja ignorar a ordem hierárquica e a expectativa do vice-presidente, deputado federal Geraldo Resende, para alçar outro nome ao comando.

O deputado federal Beto Pereira é o favorito para assumir a presidência, com o deputado Pedro Caravina na vice. A decisão contraria Geraldo Resende, que esperava assumir o posto até a definição nacional de novas lideranças.

Rumores de desfiliação abalam o partido

Além da disputa pelo comando, o partido enfrenta uma onda de possíveis desfiliações. Apesar de o presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, ter afirmado que os deputados federais do estado disputariam a reeleição pelo partido, a apuração sugere que a permanência não está garantida.

A insatisfação se estende aos deputados estaduais, que se sentiram excluídos de uma reunião com Perillo. Mara Caseiro e Zé Teixeira já confirmaram a mudança para o PL, enquanto Paulo Corrêa deve ir para o PP. O deputado Caravina, cotado para a vice-presidência, também manifestou interesse em formar uma chapa alternativa para liderar a sigla.

No diretório municipal, em Campo Grande, a sucessão ocorrerá de forma hierárquica, com Marcelo Miranda assumindo a presidência e o vereador Silvio Pitu como possível vice.

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