Crime contra agiota em Coxim resulta em sentença de 69 anos para envolvidos


Três indivíduos foram sentenciados a penas que, somadas, chegam a 69 anos e seis meses de reclusão pelo assassinato de Ademir José de Almeida, ocorrido em Coxim, Mato Grosso do Sul. A condenação em regime fechado, que impede os réus de recorrerem em liberdade, foi proferida após um julgamento que se estendeu por mais de 12 horas.

A vítima, identificada como agiota, foi executada a tiros no dia 1º de junho de 2023, quando chegava em sua residência, no bairro Senhor Divino. Os três acusados foram detidos pela polícia dias depois, em uma chácara na região do Quatro Pé.

Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o homicídio foi planejado por Josimar Silva de Oliveira, que anteriormente trabalhava fazendo cobranças para Ademir. A motivação, classificada como torpe, surgiu após uma intensa discussão entre os dois a respeito da negociação de um barco, que culminou em ameaças de morte por parte de Josimar.

A execução foi realizada por Gilmar da Silva Oliveira e Pedro Henrique Lourenço, que se aproximaram da vítima em uma motocicleta e efetuaram os disparos, o que foi considerado um recurso que dificultou a defesa de Ademir.

O juiz Bruno Palhano Gonçalves determinou as seguintes penas individuais:

Josimar Silva de Oliveira (mandante): 28 anos de prisão.

Gilmar da Silva Oliveira (condutor da motocicleta): 25 anos de prisão.

Pedro Henrique Lourenço (autor dos disparos): 16 anos e seis meses de prisão.

A acusação também destacou durante o júri que a forma como o crime foi cometido, durante o dia e em via pública, colocou em risco a segurança de outros cidadãos. As defesas tentaram obter a absolvição ou a desclassificação do delito, mas as teses foram negadas pelo Conselho de Sentença.

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