Criança de 4 anos resgatada com sinais de tortura em MS
- porRedação
- 06 de Fevereiro / 2026
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Carro do Conselho Tutelar | Créditos: G1
Uma criança de 4 anos foi resgatada pelo Conselho Tutelar em uma cidade de Mato Grosso do Sul, nesta quinta-feira (5), após denúncias anônimas indicarem sinais de tortura. A menina identificou a agressora como sendo sua mãe, uma mulher de 51 anos, que foi presa. Ela se apresentou como cuidadora da criança, alegando ter assumido a guarda devido a questões familiares envolvendo os pais biológicos da menina.
De acordo com apuração, os pais biológicos da criança chegaram à cidade na manhã desta sexta-feira (6) e também serão responsabilizados pelos supostos maus-tratos. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que apura a gravidade da situação.
Sinais de violência e sofrimento silencioso
O Conselho Tutelar recebeu uma denúncia anônima na quinta-feira (5) e foi à residência da criança para verificar a situação. Quando chegaram, os conselheiros encontraram a menina com ferimentos visíveis no rosto, pescoço e partes íntimas. A criança não reclamava de dor, mas estava com sinais evidentes de tortura. Uma conselheira envolvida no caso afirmou: “Aparentemente, ela estava sofrendo tortura”.
Apesar do sofrimento, a criança é descrita como sendo "amorosa" e, ao ser questionada informalmente, chamou a mulher presa de "mãe". Ela confirmou que foi a "mamãe" quem causou os ferimentos, mas devido à sua pouca idade, a menina falou muito pouco durante a abordagem do Conselho Tutelar. A escuta especializada será fundamental para entender melhor a situação e garantir que seus direitos sejam respeitados.
A importância da denúncia
O caso só foi descoberto devido a uma denúncia anônima, que, apesar de ser insuficiente em detalhes, permitiu que o Conselho Tutelar agisse a tempo. A conselheira tutelar que atendeu o caso comentou sobre a importância da denúncia: “A denúncia é a porta para ajudar, porém ficam com medo, mesmo sabendo que todas as denúncias são anônimas. Poderia e teria evitado, porém a denunciante estava com medo e deu poucos detalhes, mas conseguimos ajudar. Tarde, mas ajudamos.”
Até esta quarta-feira (4), o Conselho Tutelar não tinha informações sobre a situação de risco da criança, apesar de a menina viver há cerca de um ano com a mulher de 51 anos. Os relatos indicam que a criança frequentemente chorava e pedia socorro, mas ninguém havia se manifestado, nem à polícia nem ao Conselho Tutelar, o que levanta questões sobre a falta de vigilância e intervenção antes.
Exames médicos e investigações em andamento
Após a denúncia, duas conselheiras se dirigiram ao local e, com o apoio da Polícia Militar, levaram a criança ao hospital para exames médicos. A menina ainda está sendo avaliada para determinar a gravidade dos danos sofridos, sendo investigado também um possível caso de violência sexual. No entanto, a conselheira tutelar esclareceu que, por enquanto, não foram encontrados indícios dessa alegação, que segue sendo investigada pela Polícia Civil.
A criança foi colocada em um abrigo seguro, onde se encontra bem de saúde e aguardando as providências judiciais. O caso está sendo monitorado de perto pelo Conselho Tutelar, que continua acompanhando a investigação.
Proteção e acompanhamento
Este caso destaca a importância da denúncia e da proteção às crianças, além de evidenciar o papel fundamental das autoridades em responder rapidamente a situações de risco. O Conselho Tutelar reforça a necessidade de mais vigilância da comunidade para evitar que outras crianças passem por situações semelhantes.
Em respeito aos direitos da criança, o Jornal Midiamax se abstém de divulgar detalhes que possam identificar a vítima, conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O caso segue sob investigação, com as autoridades trabalhando para garantir justiça e a proteção da criança.






