Cota de exportação para China pressiona preços da carne e reduz oferta no Brasil

| Créditos: Pixabay


A imposição de limites para importação de carne bovina pela China tem provocado impacto direto no mercado brasileiro, com elevação de preços e redução da oferta interna.

A partir de 2026, o país asiático estabeleceu uma cota anual de cerca de 1,1 milhão de toneladas para o produto brasileiro. Volumes que ultrapassarem esse limite passam a ser taxados em até 55%, o que desestimula novas exportações fora da cota.

Com isso, frigoríficos e exportadores priorizam o envio dentro do limite permitido, enquanto a restrição reduz a quantidade disponível no mercado interno, pressionando os preços ao consumidor. Além disso, a forte demanda chinesa contribui para manter a carne brasileira valorizada.

Outro fator é o ritmo acelerado de utilização da cota, que já apresenta alto nível de preenchimento ainda no início do ano, indicando possível esgotamento antecipado e mudanças no fluxo de exportações ao longo de 2026.

O cenário reforça a dependência do Brasil do mercado chinês e aponta para um período de ajustes no setor, com impactos tanto nos preços quanto na disponibilidade de carne no país.

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