Corecon/MS alerta para golpes que usam indevidamente o sistema Cofecon/Corecons
- porRedação
- 16 de Janeiro / 2026
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De acordo com o Corecon/MS, os golpistas costumam entrar em contato, principalmente por aplicativos de mensagens como o WhatsApp, oferecendo linhas de crédito com condições muito abaixo das praticadas no mercado, como juros reduzidos e liberação rápida de recursos. Após despertar o interesse da vítima, os criminosos afirmam ser necessária uma suposta análise mercadológica vinculada ao CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas).
Quando o empresário informa que não possui esse documento, os golpistas se oferecem para intermediar a obtenção, alegando que o serviço seria realizado por um economista autorizado. Nesse momento, passam a cobrar taxas de serviço e de registro junto ao Cofecon, levando as vítimas a realizar transferências financeiras acreditando se tratar de um procedimento oficial.
O conselho destaca que quadrilhas especializadas utilizam estratégias sofisticadas, como perfis falsos, clonagem de contas, uso de dados vazados e páginas que imitam sites institucionais, o que torna o golpe mais convincente. No entanto, o Cofecon esclarece que não realiza registro, homologação ou validação de análises mercadológicas, estudos por CNAE, laudos econômicos ou documentos semelhantes, tampouco exige qualquer procedimento desse tipo para operações de crédito.
Além disso, os criminosos podem mencionar certificados, pareceres ou validações inexistentes ou atribuir finalidades falsas a documentos técnicos, criando novas exigências mesmo quando a vítima apresenta estudos econômicos legítimos.
Como identificar tentativas de fraude
Entre os principais sinais de golpe estão ofertas de crédito não solicitadas com condições excessivamente vantajosas, exigência de pagamento antecipado, menção a taxas ou registros inexistentes, pressão psicológica com prazos curtos, uso de contatos sem identificação institucional e informações técnicas vagas ou inconsistentes.
Orientações
O Corecon/MS recomenda desconfiar de propostas fora da realidade do mercado, não realizar pagamentos antecipados, não compartilhar dados pessoais ou empresariais com desconhecidos e sempre verificar informações por canais oficiais de bancos e conselhos profissionais.
Em caso de golpe, a orientação é interromper imediatamente o contato, reunir provas, registrar boletim de ocorrência — preferencialmente em delegacias especializadas ou pela Delegacia Virtual —, comunicar a instituição financeira envolvida e informar o Corecon da região para que novas ações de alerta sejam adotadas.






