COP15 coloca Campo Grande no centro do debate ambiental global
- porRedação
- 24 de Março / 2026
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Campo Grande se transforma, a partir desta segunda-feira (23), em palco de um dos mais relevantes debates ambientais do mundo com a realização da COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias. O encontro reúne representantes de mais de 130 países para discutir estratégias de preservação da biodiversidade, com foco especial nas espécies migratórias e nos ecossistemas que sustentam suas rotas.
Com o lema “Conectando a natureza para sustentar a vida”, a conferência reforça a urgência de ações integradas entre governos, ciência e sociedade civil. Cerca de 2 mil participantes — entre autoridades, cientistas, ambientalistas, povos indígenas e organizações internacionais — participam das discussões, promovidas no âmbito da Organização das Nações Unidas.
Durante a abertura, o governador Eduardo Riedel destacou o protagonismo de Mato Grosso do Sul no cenário ambiental, especialmente pela relevância do Pantanal, considerado um dos biomas mais ricos do planeta. Segundo ele, o Estado tem conciliado crescimento econômico com sustentabilidade, adotando políticas voltadas à conservação da biodiversidade e à neutralidade de carbono.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também enfatizou o papel do Brasil na articulação internacional e alertou para o cenário crítico da biodiversidade global. Dados recentes indicam que quase metade das espécies migratórias apresenta declínio populacional, enquanto uma parcela significativa já enfrenta risco de extinção.
A secretária-executiva da convenção, Amy Fraenkel, reforçou a necessidade de cooperação entre países para garantir a proteção dos habitats naturais. Segundo ela, a fragmentação dos ecossistemas e o avanço das atividades humanas ampliam os riscos à sobrevivência das espécies.
Pantanal ganha protagonismo internacional
A escolha de Campo Grande como sede do evento está diretamente ligada à importância do Pantanal, bioma compartilhado por Brasil, Bolívia e Paraguai, e essencial para diversas espécies migratórias. A conferência projeta a região no cenário global, ampliando sua visibilidade e reforçando a necessidade de preservação.
Como demonstração concreta desse compromisso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a ampliação de áreas protegidas, incluindo o Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense e a Estação Ecológica de Taiamã. Ao todo, mais de 100 mil hectares foram incorporados ao sistema de proteção ambiental, fortalecendo a conservação da biodiversidade e dos recursos hídricos.
Além disso, o país avança em políticas públicas voltadas ao clima e à sustentabilidade, com iniciativas como o Fundo Pantanal e programas de pagamento por serviços ambientais, que incentivam a preservação e o uso responsável dos recursos naturais.
Um marco para o futuro ambiental
A COP15 representa não apenas um espaço de debate, mas também uma oportunidade concreta de construção de soluções globais para a crise ambiental. Entre os temas discutidos estão a proteção de habitats, combate à caça ilegal, impactos das mudanças climáticas e a necessidade de conectar ecossistemas em escala internacional.
Ao sediar o evento, o Brasil reafirma seu papel como protagonista na agenda ambiental global e coloca o Pantanal no centro das atenções mundiais. A expectativa é que os debates resultem em avanços concretos na proteção das espécies migratórias e no fortalecimento da cooperação internacional em defesa da vida no planeta.






