Consórcio Guaicurus contesta possível intervenção e defende revisão do modelo financeiro
- porRedação
- 09 de Junho / 2026
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O Consórcio Guaicurus voltou a se manifestar sobre o processo administrativo que pode resultar em uma intervenção no transporte coletivo de Campo Grande. Em sua defesa, a concessionária afirma que os problemas enfrentados pelo sistema não serão solucionados apenas com medidas administrativas, mas exigem a recomposição do equilíbrio econômico-financeiro do contrato.
A empresa reconhece dificuldades operacionais e o desgaste da frota, mas atribui parte da situação às mudanças ocorridas ao longo da concessão, como a redução do número de passageiros e alterações nas condições econômicas do serviço. Segundo o consórcio, investimentos e melhorias dependem da atualização dos mecanismos de financiamento do transporte público.
A discussão ocorre enquanto a Prefeitura analisa relatórios técnicos produzidos por uma comissão criada para avaliar a qualidade dos serviços prestados. Os documentos apontam falhas recorrentes, incluindo veículos antigos, atrasos, superlotação e descumprimento de exigências contratuais. As análises também indicam que um aumento de repasses financeiros, isoladamente, não seria suficiente para resolver os problemas estruturais do sistema.
Paralelamente, o Consórcio mantém disputa judicial em torno da tarifa técnica, alegando que a remuneração atual compromete a sustentabilidade da operação. A concessionária sustenta que busca apenas o reconhecimento de direitos previstos em estudos anteriores e nega qualquer intenção de utilizar paralisações como forma de pressão.
A comissão responsável pela apuração deve encaminhar um relatório final ao Executivo municipal, que avaliará as medidas cabíveis, entre elas a possibilidade de intervenção na concessão do transporte coletivo da Capital. A decisão ficará a cargo da administração municipal após a conclusão dos trabalhos técnicos.






