Conselhos de segurança indígena em MS viram modelo nacional de pacificação


Implantados em Mato Grosso do Sul desde 2006, os conselhos comunitários de segurança passaram a atuar também em comunidades indígenas e já são considerados referência para outros estados. Representantes do Ministério da Justiça estiveram no Estado recentemente para conhecer a experiência e avaliar a expansão para o Amazonas e o Pará.

Os conselhos reúnem representantes das aldeias e forças de segurança — como Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros — para mediar conflitos, prevenir a violência e aproximar a comunidade dos órgãos públicos. Atualmente, 17 aldeias contam com a iniciativa, incluindo a Te’yikue, em Caarapó, onde relatos apontam redução de conflitos internos e maior sensação de segurança.

Segundo o coronel Wagner Ferreira da Silva, secretário-executivo da Sejusp, o processo envolve diálogo, formação e treinamento em mobilização comunitária. Já o coronel Carlos Santana Carneiro, coordenador estadual de Polícia Comunitária, destacou que o modelo é adaptado às formas de organização de cada etnia.

Para o cacique Anísio da Silva, presidente do conselho em Te’yikue, a mudança trouxe pacificação e mais confiança na relação com a polícia. “Agora, as pessoas se sentem seguras e até frequentam a escola à noite”, afirmou.

Ao todo, Mato Grosso do Sul possui 17 conselhos indígenas — dois em Campo Grande e 15 em municípios do interior. Para o vice-governador José Carlos Barbosa (Barbosinha), o trabalho é mais do que repressão: “São espaços de diálogo e prevenção, que respeitam a cultura e fortalecem a paz nas aldeias”, disse.

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