Combate ao crime organizado foca em infiltrações no setor público e asfixia financeira

| Créditos: Foto: Leo de França/Midiamax


Investigações recentes indicam que grupos criminosos têm expandido sua atuação para além de mercados ilícitos tradicionais, alcançando estruturas da administração pública. O alerta foi discutido nesta terça-feira, em Campo Grande, durante um encontro estratégico entre representantes do Ministério Público, Judiciário e Polícia Federal.

De acordo com autoridades do Ministério Público estadual, as apurações atuais revelam que o crime organizado não se limita mais apenas a facções externas, mas já opera de forma estruturada dentro de órgãos estatais. Embora as instituições específicas não tenham sido detalhadas, o avanço das investigações aponta para desdobramentos que buscam identificar e desmantelar essas células internas.

Mudança de estratégia Além do enfrentamento à infiltração no poder público, a repressão ao crime organizado passa por uma transição tática. O foco central das operações agora é a "asfixia financeira", visando desestruturar o suporte econômico que permite a continuidade das atividades ilícitas.

Especialistas da Polícia Federal destacam que a simples prisão de lideranças tem se mostrado insuficiente, uma vez que as redes permanecem ativas por meio de intermediários e operadores financeiros. Por isso, o rastreamento e a recuperação de ativos tornaram-se prioridades para interromper o funcionamento desses grupos, especialmente em regiões de fronteira, onde o tráfico de drogas frequentemente financia outras modalidades de crimes violentos.

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