Com uma amputação por hora no Brasil, Rede Cuidar da Cassems consolida modelo que previne complicações e acelera a cura
- porCASSEMS
- 27 de Julho / 2026
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| Créditos: Foto: Divulgação Cassems
No Brasil, os números acendem um alerta grave: o Ministério da Saúde confirma que ocorre uma amputação por hora em função do pé diabético no país. Apenas em 2022, foram realizadas 10 mil amputações, representando 28 procedimentos por dia. É exatamente na contramão dessa triste estatística que atua a Rede Cuidar, iniciativa estratégica da Cassems que vem transformando a assistência em Mato Grosso do Sul.
Por trás dos números de gestão e das diretrizes de eficiência hospitalar, existe uma premissa fundamental: cuidar das pessoas de forma rápida, assertiva e com respeito à sua dignidade, integrando frentes focadas no tratamento especializado de feridas complexas, estomias e reabilitação.
Desde 2024, a iniciativa já acolheu 4.388 pacientes. Apenas no primeiro semestre de 2026, foram 588 beneficiários atendidos e um volume expressivo de 11.750 procedimentos realizados. O número reflete a dinâmica do acompanhamento contínuo: para alcançar a cura completa e devolver a qualidade de vida ao paciente, a equipe multidisciplinar atua de forma recorrente, com retornos periódicos para tratamento e acompanhamento evolutivo.
A Linha de Cuidado que salva membros
Enquanto os dados nacionais mostram que pacientes diabéticos submetidos a amputações maiores apresentam 70% de mortalidade em cinco anos após o procedimento, a Rede Cuidar opera como um ecossistema completo desenhado para evitar esse desfecho. A estrutura atua desde a prevenção e o diagnóstico precoce, protegendo a pele do paciente internado contra lesões por pressão no Projeto Lesão Zero, até intervenções de alta complexidade, como a Linha de Cuidado do Pé Diabético, vital para conter infecções graves e evitar amputações.
"Quando investimos em tecnologias avançadas e na capacitação contínua das nossas equipes, aceleramos o processo de cura. O resultado direto é a redução de complicações graves e reinternações. Provamos, na prática, que é possível otimizar recursos entregando uma medicina cada vez melhor e humanizada", destaca Juliana Corrente, Coordenadora de Projetos e Procedimentos do Hospital.
Para quem está em um leito de hospital, a atuação precisa e ágil dessa rede especializada é a linha que separa o medo da amputação e a esperança da recuperação. O beneficiário Lemercier De Assis Ribeiro Lopes, 58 anos, de Dourados, viveu na pele a força desse cuidado durante uma internação delicada de 32 dias. "Fui atendido por um cirurgião vascular que verificou a necessidade de um procedimento cirúrgico. Quando o médico infectologista entrava no meu quarto, me dava até um calafrio, porque ele olhava e falava: 'tem que amputar esse seu pé'. Eu fiquei muito receoso, cheguei até a chorar. Mas entramos com o tratamento da equipe e, quando me deram alta, o médico disse: 'foi um milagre, porque eu ia amputar seu pé'", relembra Lemercier.

Lemercier ao centro; ao lado dele: equipe da Rede Cuidar | Créditos: Foto: Divulgação Cassems
Resgatando a esperança na ponta
O programa oferece ainda acolhimento técnico, físico e emocional no acompanhamento de estomias e feridas diversas. Toda essa rede funciona de forma conectada e multissetorial, integrando sem barreiras a Atenção Hospitalar, o Ambulatório de Feridas e o Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD), garantindo que o cuidado prossiga com total segurança no conforto do lar do beneficiário.
Mais do que giro de leitos ou indicadores de governança, o verdadeiro sucesso da Rede Cuidar é medido pela reconstrução de trajetórias. Também de Dourados, o paciente Lourival Mesquita Ramos, de 68 anos, conta como o suporte humanizado e o acompanhamento técnico foram fundamentais para resgatar sua perspectiva de vida: "Eu não dei pelota para a minha diabetes, nunca cuidei. Chegou a um ponto que, quando vim ao hospital, o trem já tinha tomado conta e teve que amputar o dedão do pé. O risco era ir cortando o pé para cima. Eu achei que nunca mais ia sair, não tinha mais esperança", relata.
Histórias como as de Lemercier e Lourival reafirmam a essência da Cassems frente a um dos maiores desafios da saúde pública brasileira. A sustentabilidade do nosso sistema de saúde se constrói com inteligência de gestão, mas se consolida no dia a dia, com a tecnologia certa, a presença constante e o olhar atento a cada vida. Ao unir inovação assistencial e compromisso corporativo, a instituição reafirma seu papel de vanguarda e dedicação à saúde de Mato Grosso do Sul.






