Com oposição da França, UE vai propor acordo comercial com o Mercosul

| Créditos: Christian Lue/Unsplash


A Comissão Europeia submete nesta quarta-feira (3) à aprovação dos estados-membros o acordo de livre comércio com o Mercosul, colocando em evidência as divergências entre países que buscam novos mercados e críticos do pacto. A proposta, negociada por 25 anos, precisa de aprovação do Parlamento Europeu e de maioria qualificada entre os 27 governos da União Europeia.

A Alemanha e outros defensores do acordo argumentam que ele é uma resposta estratégica para compensar as tarifas comerciais dos EUA e reduzir a dependência de matérias-primas da China, como o lítio. O pacto é visto como o maior já fechado pela UE em termos de redução de tarifas, com potencial para impulsionar a exportação de carros, máquinas e produtos químicos, além de beneficiar setores como queijos, presunto e vinho.

Por outro lado, a França, principal produtora de carne bovina da UE, lidera a oposição e classifica o acordo como "inaceitável". Críticos, incluindo agricultores europeus e grupos ambientalistas, temem que o pacto resulte na importação de produtos sul-americanos que não cumprem as normas de segurança e ambientais do bloco. A Comissão Europeia nega essas alegações.

A aprovação do acordo não é garantida. A oposição no Parlamento Europeu, liderada pelos partidos Verdes e de extrema direita, e a possibilidade de países como a Polônia e a Itália se juntarem à França na votação entre os governos, podem impedir que a proposta obtenha a maioria necessária.

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