Com matriz majoritariamente limpa, MS busca ampliar rede de transmissão de energia para sustentar crescimento

Com o avanço da geração de energia proveniente de fontes como biomassa e solar fotovoltaica, o Governo de Mato Grosso do Sul trabalha para ampliar e modernizar a rede de transmissão elétrica no Estado.

O panorama do sistema de transmissão e distribuição de energia foi apresentado nesta segunda-feira (9) ao governador Eduardo Riedel pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), instituição vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME).

Durante a reunião, foi apresentado um diagnóstico sobre a situação atual do setor energético no Estado e possíveis caminhos para acompanhar o crescimento da produção e da demanda interna nos próximos anos.

Segundo o secretário da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul (Semadesc), Jaime Verruck, o Estado passou por uma transformação significativa no setor.

“Mato Grosso do Sul era um importador de energia e hoje tem 94% da matriz limpa e exporta energia para o sistema nacional. Hoje praticamente produzimos mais que o dobro do que consumimos. Isso depende de sistemas de transmissão, os chamados ‘linhões’, para que essa energia seja enviada para outros estados. Esse é um gargalo, pois o sistema está travado e não permite avançar nos investimentos”, explicou.

Também participaram do encontro o secretário da Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica de Mato Grosso do Sul (Segov), Rodrigo Perez, o secretário-adjunto da Semadesc, Artur Falcette, além de representantes do MME.

O presidente da EPE, Thiago Prado, destacou que o encontro teve como objetivo apresentar os estudos e projetos em andamento relacionados ao setor energético no Estado.

“A ideia da reunião foi mostrar todos os trabalhos em andamento na Empresa de Pesquisa Energética relacionados à energia elétrica, incluindo a potencialidade dos projetos atuais e futuros no Estado. Apresentamos também nosso planejamento de estudos e as obras que serão incluídas no primeiro leilão de transmissão de 2026”, afirmou.

Entre os projetos discutidos também estão iniciativas de integração energética entre Brasil e Bolívia, que dependem de um tratado internacional previsto para ser formalizado entre os dois países.

Expansão da geração de energia

Com o aumento da produção de energia fotovoltaica e de biomassa, Mato Grosso do Sul também possui 12 projetos habilitados para geração termoelétrica a partir de gás natural e dez projetos para produção hidrelétrica por meio de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).

De acordo com Verruck, o cenário coloca o Estado em posição estratégica no setor energético.

“Dentro dessa ideia de sustentabilidade, Mato Grosso do Sul está muito bem colocado. Cresce a demanda interna, cresce a produção e cresce a exportação para outros estados. Esse estudo feito pela EPE mostra os caminhos que o Estado precisa seguir, pois não há desenvolvimento sem energia”, destacou.

Para Thiago Prado, fortalecer a infraestrutura energética é fundamental para atrair novos investimentos.

“O Estado está trabalhando para consolidar essa questão da energia elétrica e atrair mais empresas. São investimentos tanto na geração quanto na transmissão, garantindo que a indústria tenha segurança energética e robustez para desenvolver suas atividades em Mato Grosso do Sul”, concluiu.

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