CNJ adia julgamento de desembargador acusado de venda de sentenças devido a problemas de saúde de advogada

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) adiou o julgamento da reclamação disciplinar contra o desembargador Marcos José de Brito Rodrigues, afastado desde outubro de 2024 em razão da Operação Última Ratio, que investiga um suposto esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).

O adiamento ocorreu após a advogada Thalita Paim de Lima, responsável pela defesa, informar que estava com a saúde comprometida e não poderia comparecer à sessão marcada para esta terça-feira (28). O corregedor nacional de Justiça, conselheiro Mauro Campbell Marques, acatou o pedido de adiamento e remarcou a sessão para o próximo dia 4 de novembro.

O CNJ avaliará se instaura um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o magistrado e se mantém seu afastamento das funções. O processo principal, que tramita em sigilo no Superior Tribunal de Justiça (STJ), apura crimes como lavagem de dinheiro, extorsão, falsificação e organização criminosa.

A Operação Última Ratio, deflagrada pela Polícia Federal em outubro de 2024, resultou no afastamento de cinco desembargadores e um conselheiro do TJMS, além de outros envolvidos, e é um desdobramento da Operação Mineração de Ouro, iniciada em 2021.

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